Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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CNI: transporte é principal gargalo para 75% dos empresários industriais

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CNI: transporte é principal gargalo para 75% dos empresários industriais
Brasil

Levantamento ouviu 2,5 mil empresas. Atualmente, 91% afirmam que custos logísticos aumentaram na última década

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CNI: transporte é principal gargalo para 75% dos empresários industriais

Além disso, O transporte é apontado como o principal gargalo de infraestrutura no Brasil por 75% dos empresários industriais. Dessa forma, O resultado consta na pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), feita com 2,5 mil representantes de médias e grandes empresas das cinco regiões do país, divulgada nesta quinta-feira (5/11). 

Com isso, O levantamento faz parte da publicação inédita Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a CNI continuam sendo acompanhados com atenção.

Redução de competitividade da indústria

Nesse sentido, de acordo com o levantamento, os problemas de infraestrutura têm pressionado os custos de produção e reduzido a competitividade da indústria. Portanto, segundo a pesquisa, 91% dos empresários afirmam que os custos logísticos aumentaram nos últimos 10 anos. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de CNI nos últimos dias.

Para 70%, a alta foi expressiva e provocou perda de competitividade. Especialistas destacam que novas atualizações sobre CNI devem surgir em breve.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vale ressaltar que os aspectos relacionados a CNI continuam sendo acompanhados com atenção.

A dependência do transporte rodoviário ajuda a explicar o cenário. A CNI aponta que 98% das empresas entrevistadas usam rodovias para transportar seus produtos. Entre elas, 23% percorrem distâncias superiores a 1,6 mil quilômetros.

A pesquisa mostra ainda que 45% dos empresários que usam caminhões migrariam parte das cargas para outros modais, se houvesse infraestrutura adequada.

Entre as alternativas, as ferrovias foram citadas por 63% desse grupo, seguidas pelo transporte aéreo, com 21%, e o aquaviário, que registrou 12%.

A redução de custos é o principal motivo para a eventual mudança, apontada por 82% dos entrevistados. Também foram citadas a diminuição de acidentes nas rodovias (43%) e das emissões de gases de efeito estufa (33%).

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Energia também pesa

  • Além do transporte, o custo da energia elétrica é outro entrave para a indústria. Segundo a pesquisa, 81% dos empresários consideram a conta de luz alta ou muito alta.
  • A CNI aponta que encargos, subsídios e impostos representam cerca de 44% do valor final da tarifa.
  • Desse total, 18% são encargos e 26%, impostos.
  • Na avaliação da entidade, os custos elevados de transporte e energia afetam não só as empresas, mas também o preço final dos produtos, já que esses serviços estão presentes em diferentes etapas das cadeias produtivas.

Ferrovias têm pior avaliação

Entre os segmentos avaliados, as ferrovias receberam a pior nota: apenas 21% dos empresários consideram as condições do setor boas ou ótimas. O resultado contrasta com os aeroportos, que tiveram avaliação positiva de 64%, seguidos por telecomunicações (62%) e energia elétrica (60%).

O estudo aponta ainda que, dos cerca de 30 mil quilômetros da malha ferroviária brasileira, 12 mil estão sem qualquer operação — abandonados ou 100% ociosos.

A pesquisa foi realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com representantes de 2,5 mil empresas industriais de médio e grande porte nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás