Sobre o tema envolvendo ‘Alta complexidade’, além disso, as gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva devem passar por um novo procedimento cirúrgico para expandir a pele da região abdominal. Dessa forma, A intervenção vai acontecer no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, onde são acompanhadas desde julho. Com isso, A cirurgia faz parte da segunda etapa de preparação para separação final das irmãs.
LEIA TAMBÉM Vale ressaltar que os aspectos relacionados a ‘Alta complexidade’ continuam sendo acompanhados com atenção.
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Nesse sentido, segundo o cirurgião pediátrico responsável pelo procedimento, Zacharias Calil, o implante dos extensores leva, em média, de 1 a duas horas de operação. A data da cirurgia final de separação, no entanto, ainda depende da evolução clínica e da resposta dos tecidos das irmãs nos próximos meses.
“Todo procedimento cirúrgico tem risco e, nesses casos de alta complexidade, o risco é muito maior. Portanto, depende muito também do comportamento delas na anestesia e também o sangramento na separação do tórax, pois envolve o pericárdio que é único entre os dois corações e a divisão do fígado, que é um órgão que sangra muito e pode haver alterações anatômicas”, explica.
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Unidas pelo tórax e abdômen, as crianças naturais de São Paulo representam um desafio à equipe de profissionais devido à complexidade da separação e, consequentemente, os riscos que o procedimento cirúrgico oferece. No entanto, as siamesas tem respondido se recuperado bem.
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“Cirurgicamente é necessário ter os cuidados com algum sangramento, que pode formar coágulos e evoluir para infecção e rejeição. A recuperação é muito complicada, pois na separação existe uma verdadeira catástrofe do ponto de vista, devido ao interrompimento metabólico que era comum entre as duas”, afirma Calil.
‘Alta complexidade’: Procedimentos
As gêmeas siamesas passaram por mais uma etapa de preparação para a futura cirurgia de separação de corpos na última quarta-feira-feira (16). O procedimento para colocação de expansores de pele na região torácica teve duração de, aproximadamente, duas horas e foi realizado sem intercorrências.
Os dispositivos colocados sob a pele das pacientes serão preenchidos gradualmente ao longo das próximas semanas, permitindo a expansão do tecido e aumentando a quantidade de pele disponível para auxiliar na reconstrução e no fechamento das áreas envolvidas na futura separação. O procedimento contou com a atuação integrada de diferentes especialidades, entre elas cirurgia plástica, cirurgia pediátrica e cirurgia vascular, além das equipes de anestesiologia e enfermagem. Depois da cirurgia, as pacientes seguem sob acompanhamento da equipe assistencial da unidade.
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