Domingo, 4 de outubro de 2026
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China quer levar cães-robôs à Lua para construir base com astronautas até 2035

China quer levar
China quer levar cães-robôs à Lua para construir base com astronautas até 2035

Sobre o tema envolvendo China quer levar, além disso, segundo cientistas da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial citados em um estudo publicado na revista Chinese Space Science and Technology, Pequim estaria “expandindo a fronteira dos voos espaciais tripulados da órbita terrestre para a Lua“.

Dessa forma, O plano prevê três astronautas operando ao lado de robôs na superfície lunar. Com isso, um astronauta controlaria dois cães-robôs no solo, enquanto outro coletaria amostras de rochas e cumpriria outros objetivos científicos. Nesse sentido, um terceiro astronauta permaneceria dentro de um veículo pressurizado do tamanho de uma van, coordenando a missão e controlando outros robôs conforme necessário. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a China quer levar continuam sendo acompanhados com atenção.

Os robôs também desempenhariam um papel fundamental na extração de recursos lunares: coleta de gelo de água, mineração, construções com materiais locais e conversão de tubos de lava em habitats. Portanto, os tubos de lava são túneis subterrâneos que se formaram após a lava vulcânica fluir, a superfície se solidificar e o interior se tornar oco.

China quer levar

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China quer levar: Mais do que ferramentas, parceiros

De acordo com as apurações, uma rede colaborativa de robôs quadrúpedes, veículos com rodas e braços articulados deve assumir tarefas rotineiras, como patrulhas e inspeções diárias, regulação do ar e da temperatura, limpeza dos espaços habitáveis, cuidados com as plantas e preparação das refeições.

“Humanos e cães viverão e trabalharão lado a lado. O cão robô até vigiará a estação de pesquisa lunar. Mas vigiará de quem?” brinca a publicação científica Interesting Engineering.

Além disso, esses cães-robôs seriam capazes de conversar com os astronautas e fazer-lhes companhia, aliviando o fardo psicológico de viver em um ambiente isolado.

Por outro lado, cães-robôs seriam capazes de conversar com astronautas e lhes fazer companhia. — Foto: Klaus W. Vale destacar que schmidt/IMAGO/DW

“O modelo de colaboração humano-robô proposto permite aproveitar os pontos fortes complementares de ambos, servindo como referência para a futura construção e operação eficiente da estação de pesquisa lunar da China”, acrescentaram os cientistas.

Construção da base e cronograma

A China pretende enviar astronautas à Lua antes de 2030 e ter a ILRS totalmente operacional até 2035, em colaboração com a Rússia e outros parceiros internacionais, perto do polo sul lunar. Até 2045, Pequim planeja estabelecer uma estação orbital lunar para expandir o complexo.

Cada módulo lunar teria aproximadamente três metros de diâmetro, com volume interno de cerca de 16 metros cúbicos e massa de cerca de dez toneladas.

Esses módulos seriam construídos com materiais resistentes à radiação, temperaturas extremas e poeira lunar, e seriam conectados por corredores de acoplamento.

A China também está preparando a missão não tripulada Chang’e-7, com lançamento previsto para o final de agosto de 2026. Seu objetivo é procurar gelo de água no polo sul lunar, um recurso que pode ser vital para os futuros habitantes da base.

Os desafios que ainda persistem

Os pesquisadores reconhecem que operar robôs na Lua não será fácil. A maioria dos modelos de inteligência artificial (IA) foi treinada em ambientes terrestres que simulam a superfície lunar. Levará tempo para aprimorar os sistemas de IA em solo, em uma missão com margem de erro mínima.

Soma-se a isso a falta de infraestrutura digital. A futura base terá que construir seus próprios sistemas de comunicação e navegação do zero antes que humanos e robôs possam se coordenar efetivamente a longas distâncias.

A futura exploração lunar, concluem os autores, dependerá da “tomada de decisões liderada por astronautas e do trabalho realizado por robôs autônomos”.

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Redação Foco Goiás