Seis filhos e sete netos. Quem vê Elinaldo Ribeiro da Silva, de 49 anos, com os rebentos criados e independentes, não imagina o sufoco que foi para o corretor de imóveis conseguir criar, de forma solo, os descendentes de três casamentos, de 31, 29, 27 (dois), 25 e 22 anos, em Aparecida de Goiânia.
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Semi-analfabeto, “Tiririca”, como é conhecido, já precisou desempenhar funções distintas para conseguir criar os filhos, que tinham entre sete meses e 7 anos, quando iniciou a jornada de pai solo aos 25 anos. Na época como caminhoneiro, ele “carregava” os três filhos homens (os mais novos) e deixava as filhas mulheres em casa para conseguir trabalhar.
“Tinha que carregar um pouco dos meninos porque eram muito novos. O mais novo tinha sete meses e ainda era amamentado pela mãe quando ela abandonou a gente. As três meninas mulheres ficavam sozinhas, a gente não tinha apoio de ninguém. Elas tinham seis, quatro e dois anos”, relembra.
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Elinaldo conta que, conforme o serviço ia ficando escasso, ele mudava de área para continuar mantendo a casa e os filhos. Ele já foi borracheiro, mestre de obras, montador e até gambireiro, além de trabalhar com armação de tendas, mesmo não tendo experiência.
“Era uma forma de conseguir dinheiro. Eu me forjava de acordo com a necessidade. Não quis ser borracheiro, mas surgiu a necessidade e eu me esforcei para desempenhá-la. A maior dificuldade era conciliar o trabalho e a criação das crianças, a alimentação de todos”, afirma.

Superação
“Tiririca” explica que não decidiu ser pai solo, mas que precisou desempenhar a função de pai e mãe dos seis filhos após não ter apoio das ex-companheiras. A primeira esposa e mãe de quatro dos herdeiros, inclusive, não deu qualquer tipo de apoio após o fim do casamento, tendo “desaparecido” e “voltado” anos depois, conforme o corretor.
“As mães não tinham como criar sozinhas porque não tinha condições e me entregaram para assumir a responsabilidade. Elas abandonaram eles, não tendo ajudado a terminar a criação. Não quis separar meus filhos, entregando eles para parentes. Decidi naquele momento criar todos ao meu lado, mesmo com as dificuldades. Foi muito marcante as necessidades que passamos, a nossa superação. Hoje ninguém mais mora comigo, todos têm suas casas”, concluiu.
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