Caiado diz que anistia ampla, geral e irrestrita seria uma medida inspirada em decisão tomada por Juscelino Kubitschek nos anos 1950
Ao ser anunciado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como candidato do partido a presidente da República, o governador Ronaldo Caiado prometeu uma anistia ‘ampla, geral e irrestrita’ como primeiro ato de seu eventual mandato, caso chegue ao Palácio do Planalto. O governador fez inclusive referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Meu primeiro ato vai ser uma anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek fez com tanta maestria a todos aqueles que se rebelaram, com a tentativa de golpe. Ele disse ‘me deixem trabalhar e vamos pacificar o Brasil’. Eu vim com esse objetivo, de pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu darei uma amostra de que a partir dali eu vou cuidar as pessoas. É a minha formação e o que eu sempre soube fazer. O paciente mudou, mas a prática é a mesma: cuidar das pessoas”.
Como PT e PL reagiram ao saber que Caiado será candidato
PT e PL reagiram de maneiras parecidas, embora com justificativas diferentes, ao saber que o PSD escolheu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para ser candidato a presidente da República. O anúncio acontece nesta segunda-feira (30), e será feito pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Tanto PT, quanto PL entendem que a entrada de Caiado na disputa é pior para o outro lado. O partido de Lula, por exemplo, acredita que o governador de Goiás vai disputar com Flávio Bolsonaro os votos do eleitor mais conservador e terá pouco apelo junto à parcela mais moderada da população, que, na visão dos petistas, tende a optar por Lula.
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O PT avalia também que, em determinado momento da eleição, Caiado e Flávio vão se estranhar e trocar farpas, deixando Lula com uma avenida aberta para fazer campanha. Creem ainda que o governador vai acabar forçando Flávio a modular o discurso mais à direita, afastando-se do Centro, por causa do risco de perder esses votos conservadores para o PSD.
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Para os aliados de Lula, uma candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (que era a outra opção de Kassab), tinha mais potencial para causar danos a Lula do que a de Caiado.
O que diz o PL
O grupo de Flávio Bolsonaro, por sua vez, entende que a postulação do governador de Goiás fortalece o campo da direita nessa eleição presidencial.
Aos olhos do bolsonarismo, Caiado servirá como uma espécie de “linha auxiliar”, promovendo críticas a Lula em todas as oportunidades que tiver. Seria, portanto, um problema para o PT.
Por ora, a estratégia do petismo é a de não revidar os eventuais ataques que o governador de Goiás fizer à atual gestão, e concentrar munição em Flávio – cobrando-o, por exemplo, por escândalos de corrupção do governo do pai dele e por casos como o da rachadinha.

