Sobre o tema envolvendo 150 milhões, Tempestade, raios – Judson Castro / Shutterstock.com
Além disso, as descargas elétricas no Brasil atingem entre 100 milhões e 150 milhões de ocorrências a cada ano, número que coloca o país entre os três territórios com maior incidência de raios no planeta. Dessa forma, A marca divide o topo das estatísticas mundiais com os Estados Unidos e a República Democrática do Congo, impulsionada pela extensão territorial continental brasileira e por sua posição na faixa tropical da Terra.
Com isso, no ano passado, em 2025, o território nacional contabilizou 141 milhões de raios. Nesse sentido, O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Kleber Naccarato, explicou que a tendência de alta se relaciona ao aumento global das temperaturas: “A Terra já aqueceu quase 1,5°C nos últimos 100 anos. Então, quanto mais quente estiver o ambiente, maior a chance de formar tempestades e, assim, aumentar a atividade de raios”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 150 milhões continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, continue lendo: Tempestades no RS podem ter ventos de 100 km/h e chuvas de 170 mm Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de 150 milhões nos últimos dias.
Números das descargas elétricas e vítimas no Brasil
- Média anual na última década: 100 milhões a 150 milhões de raios monitorados pelo Inpe
- Total de raios registrados em 2025: 141 milhões de descargas elétricas
- Projeção para o ano 2100: mais de 200 milhões de eventos anuais com aquecimento contínuo
- Vítimas no Sistema Único de Saúde até agosto de 2026: 14 mortes e 63 atendimentos hospitalares
- Probabilidade individual de atingimento: uma chance em um milhão
Aquecimento global e projeção de 200 milhões de raios
Em seguida, A combinação de calor intenso e umidade constante favorece a formação frequente de nuvens carregadas em diversas regiões do país. Dentro dessas estruturas atmosféricas, colisões sucessivas entre partículas de gelo separam cargas elétricas até que a diferença de potencial rompa a resistência do ar, disparando o clarão e o trovão. Para cada 1°C de aumento na temperatura média da Terra, estimativas científicas apontam que a ocorrência de raios na atmosfera pode registrar elevação de 15% a 40%, impulsionando o total anual brasileiro para patamares superiores a 200 milhões até o fim do século. Especialistas destacam que novas atualizações sobre 150 milhões devem surgir em breve.
Saiba mais: Frente fria encerra onda de calor no Sudeste e Sul monitora ciclones Vale ressaltar que os aspectos relacionados a 150 milhões continuam sendo acompanhados com atenção.
Além das mudanças climáticas globais, transformações no uso do solo potencializam temporais severos. Processos de desmatamento florestal, poluição do ar e expansão urbana desordenada modificam a circulação dos ventos e ampliam ilhas de calor, aumentando os riscos de desastres secundários, como interrupções graves no fornecimento de energia, queimadas espontâneas na vegetação do Cerrado e deslizamentos de terra provocados pela instabilidade de rochas atingidas por descargas elétricas.
Histórico de mortes por raios entre 2000 e 2019
Um levantamento abrangente conduzido pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe documentou 2.194 mortes decorrentes de raios em território brasileiro entre os anos de 2000 e 2019. O diagnóstico apontou que a vulnerabilidade atinge principalmente homens, que responderam por 82% dos óbitos confirmados, enquanto a faixa etária de 20 a 29 anos reuniu 24% dos casos fatais. A sazonalidade climática mostra que 43% dos incidentes fatais aconteceram durante os meses de verão e 33% ao longo da primavera, períodos em que a umidade e a temperatura favorecem fortes instabilidades.
A distribuição geográfica dos acidentes históricos detalhou onde as vítimas estavam no instante da descarga fatal:
- Zona rural: 26% das mortes, com predomínio de atividades agropecuárias
- Dentro de casa: 21% dos óbitos, por correntes que percorreram fiações elétricas ou tubulações
- Próximo à água: 9% dos casos, incluindo faixas de areia em praias, calçadões e pescarias
- Embaixo de árvores: 9% das ocorrências registradas em todo o país
Casos marcantes de acidentes causados por raios
- Em 28 de fevereiro de 1996, o preparador físico Altair Ramos sobreviveu após ser atingido por raio em treino de futebol na capital paulista.
- Em 1 de dezembro de 1997, um raio na praia de Garopaba matou Cristian Duran e Aparecida Edileusa, além de ferir gravemente Gisely Bolanho.
- Em 28 de agosto de 2026, a turista gaúcha Edinara Gonçalves Areze, de 39 anos, foi atingida por uma descarga elétrica na Praia da Pinheira, em Palhoça.
- Em 29 de agosto de 2026, foi confirmada a morte de Edinara Gonçalves Areze no Hospital Regional de São José após o atendimento emergencial.
- Até agosto de 2026, o Ministério da Saúde computou 14 mortes por raios e 63 atendimentos hospitalares em unidades públicas do país.
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Recomendações contra acidentes durante tempestades elétricas
A meteorologista Rachel Albrecht, professora da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou a urgência de recolhimento imediato quando houver aproximação de nuvens pesadas. “Se você escutou um trovão e está em um lugar aberto, você já está exposto”, afirmou a pesquisadora, acrescentando que “reduzir o risco também passa por uma mudança de comportamento. As pessoas precisam entender que, se uma tempestade está se aproximando, o mais seguro é procurar abrigo o quanto antes”.
O meteorologista Fabio Hochleitner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que medidas preventivas evitam tragédias: “Não há como domar a natureza, por isso não existe uma forma de reduzir a quantidade de raios. Por isso, a principal orientação é diminuir a exposição a eles, seja direta ou até mesmo indiretamente”. Especialistas enfatizam que tendas, quiosques e árvores não garantem proteção, recomendando refúgio exclusivo dentro de edificações de alvenaria ou de veículos metálicos fechados.
Os números de atendimentos hospitalares decorrentes de acidentes com descargas elétricas em 2026 foram repassados diretamente pelo Ministério da Saúde e ainda dependem de consolidação final em painel público aberto.

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