Equipe de Scaloni resistiu à intensidade inglesa, aproveitou o recuo excessivo do adversário e buscou uma classificação que reforça sua marca de resiliência nesta Copa
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RESUMO
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GERADO EM: 15/07/2026 – 19:03
Argentina Vence Inglaterra e Avança à Final da Copa do Mundo
A seleção argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1, garantindo vaga na final da Copa do Mundo com uma virada marcada pela resiliência e coragem. Sob a liderança de Lionel Messi, que foi decisivo, a equipe de Scaloni resistiu à pressão inglesa, aproveitando o recuo adversário. Críticas foram feitas a Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, por suas decisões defensivas que entregaram o controle do jogo aos argentinos.
A Argentina venceu a Inglaterra de virada por 2 a 1 e chegou à final da Copa do Mundo em uma partida que começou marcada pelo equilíbrio físico e tático, mas terminou dominada pela coragem da equipe de Lionel Scaloni, pela influência de Lionel Messi e pelas decisões defensivas de Thomas Tuchel. Para os colunistas do GLOBO, os argentinos souberam suportar o momento mais intenso dos ingleses e cresceram quando o adversário abriu mão de jogar.
No primeiro tempo, Inglaterra e Argentina praticamente se anularam. Para Carlos Eduardo Mansur, “os sistemas de marcação se sobrepuseram”, num cenário que acabou sendo positivo para a seleção sul-americana. “Esperava-se que a Argentina tivesse mais dificuldade para igualar fisicamente o jogo com a Inglaterra, mas ela conseguiu combinações pelo centro para sair da pressão e, em algumas passagens, respirar com a bola.
Gustavo Poli classificou o início como “talvez o jogo mais intenso da Copa”, com uma tensão quase palpável e poucas oportunidades. Marcelo Barreto enxergou um “clima de Libertadores”, alimentado pelas provocações argentinas, pela reação inglesa e pela postura permissiva da arbitragem. “Atlanta virou um paiol de pólvora, com um monte de gente disposta a riscar o primeiro fósforo.”
A Inglaterra abriu o placar numa jogada que começou com Harry Kane deixando a área para participar da construção. “A bola saiu de Pickford, Kane recuou para ser opção e fez o lançamento. Mesmo com o primeiro corte da defesa argentina, a jogada prosseguiu até o gol de Gordon”, analisou Mansur. Poli destacou também a participação de Rogers, que recebeu de Rice e cruzou para Gordon se antecipar a Molina.
Melhores momentos de Inglaterra x Argentina
O gol, porém, mudou a postura inglesa de maneira decisiva. “Depois de abrir o placar, a Inglaterra recuou e passou a jogar num bloco muito baixo, quase sem saída para o contra-ataque. Entregou a bola à Argentina, uma estratégia perigosíssima”, avaliou Poli. Messi passou a receber pelo lado direito e criou sucessivas situações diante de uma defesa que apenas rebatia a bola, sem conseguir afastar o perigo.
‘Tuchel entregou o jogo ao adversário’
Para Barreto, a Inglaterra precisava discutir sua estratégia poucos minutos depois de marcar. “Com Kane e Bellingham pouco, às vezes nada, à frente da linha defensiva, cada bola rebatida era devolvida aos argentinos, e um novo ataque começava imediatamente.” O colunista considerou o empate questão de tempo, sobretudo porque Tuchel não conseguiu diminuir os espaços de Messi pela direita.
As alterações do treinador inglês agravaram o problema. “Tuchel pediu para tomar o empate”, resumiu Poli. “Seu time estava completamente dominado e ele mudou para defender mais e pior. Todos os rebotes e segundas bolas ficaram com os argentinos.” Barreto também colocou a eliminação na conta do alemão: “Depois de abrir o placar com um jogador bancado por ele, encheu o time de zagueiros e entregou o jogo a um adversário mais corajoso.”
Scaloni fez o movimento oposto. Segundo Barreto, o treinador argentino “empilhou atacantes para buscar a reação, mesmo sabendo que poderia deixar o time muito aberto numa eventual prorrogação”. A Argentina assumiu o risco enquanto a Inglaterra se fechava cada vez mais. “Naquilo que no futebol brasileiro se convencionou chamar de raça, esta seleção argentina é imbatível. Sempre encontra um problema, mas também encontra coragem para resolvê-lo.”
Ana Thaís Matos definiu a equipe como “a mais resiliente e insistente da competição, capaz de deixar absolutamente tudo em campo pelo resultado”. Ela destacou a atuação de Leandro Paredes no controle sobre Kane e afirmou que “a bola puniu a covardia inglesa”, depois de Tuchel optar por alterações que deixaram sua equipe limitada a se defender.
Messi mais uma vez decisivo
O personagem central da virada voltou a ser Messi. Aos 39 anos, o argentino participou das jogadas dos dois gols e, para Mansur, atuou “num nível brutal em uma semifinal extremamente física”. Quando a Inglaterra montou uma linha de cinco defensores, apareceram espaços fora do bloco, sobretudo pela direita. “Messi explorou aquele setor, por vezes recebendo, por vezes atraindo a marcação e cedendo a bola a De Paul. No empate, levou três defensores e liberou Enzo Fernández. Depois, cruzou com a direita para o gol de Lautaro. Gênio.”
Ana Thaís avaliou que Messi parece administrar a própria energia para os momentos decisivos. “Ele não se desgasta à toa e parece controlar o esforço para quando se faz necessário.” A Argentina chega, assim, à terceira final em quatro Copas, igualando a sequência alcançada pelo Brasil de Pelé entre 1958 e 1970.
Para os colunistas, uma classificação construída pela mistura que define esta campanha: talento, resistência, coragem e a capacidade de voltar ao jogo mesmo quando tudo parece escapar.





