Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Goiás

Após mobilização de moradores, prefeitura toma de volta área cedida a cooperativa de reciclagem em Goiânia

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Após mobilização de moradores, prefeitura toma de volta área cedida a cooperativa de reciclagem em Goiânia
334 ASSINATURAS

Área de 1,8 mil metros quadrados, no Residencial Antônio Barbosa, seria usada para reciclagem; Prefeitura diz que obras e licenças não foram cumpridas

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Sobre o tema envolvendo reciclagem em Goiânia, além disso, prefeitura de Goiânia revoga cessão de terreno no Residencial Antônio Barbosa para associação de reciclagem (Foto: Google Street View)

Dessa forma, A Prefeitura de Goiânia decidiu retomar um terreno público de 1.846,72 metros quadrados no Residencial Antônio Barbosa, após moradores contestarem a instalação de uma unidade de reciclagem no local. Com isso, O terreno, na Rua Joaquim Barbosa, havia sido cedido à Associação de Materiais Recicláveis Beija-Flor. Nesse sentido, A destinação foi autorizada por uma lei municipal de 2019, e a permissão de uso foi formalizada em fevereiro de 2022, com prazo de dez anos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a reciclagem em Goiânia continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, moradores se mobilizaram contra a instalação da unidade e reuniram 334 assinaturas em um abaixo-assinado. Em seguida, desse total, 121 seriam de pessoas diretamente ligadas à região afetada. Eles alegam que a atividade não combina com o perfil residencial do bairro e defendem que o espaço se torne uma praça ou área verde.

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A decisão municipal também aponta que as obrigações previstas para a implantação do projeto não foram cumpridas. Segundo parecer técnico da Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico, o terreno ainda estava vazio em julho de 2026, e as primeiras intervenções só começaram em setembro. O documento cita ainda incompatibilidade da atividade com a classificação das ruas da região e pendências relacionadas ao licenciamento ambiental.

O processo administrativo menciona denúncias de perfuração de poço sem autorização e de ligação elétrica clandestina durante as obras. Essas ocorrências deverão ser apuradas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização. O Mais Goiás pediu uma nota de defesa para a associação Beija-Flor e aguarda retorno.

Com a revogação, a associação deverá ser notificada e poderá apresentar manifestação ou recurso administrativo. A decisão inicia as providências para a retomada do imóvel, mas não significa que a desocupação já tenha sido concluída.

A Prefeitura também prevê estudar um local alternativo para que os trabalhadores da associação possam desenvolver a atividade de reciclagem em área compatível com as regras urbanísticas e ambientais. A revogação da permissão de uso foi assinada pelo prefeito Sandro Mabel e publicada no Diário Oficial de quinta-feira (29).

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Redação Foco Goiás