Sobre o tema envolvendo câncer na, além disso, aos cinco anos de idade, Letícia Silvério, hoje com 32, recebeu o diagnóstico de câncer após a mãe perceber uma mudança em sua forma de caminhar. Dessa forma, A menina começou a mancar, e a família procurou atendimento médico. Com isso, um exame de raio-X identificou uma mancha no joelho esquerdo, e ela foi encaminhada ao Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, onde a doença foi diagnosticada.

Nesse sentido, mesmo após a remissão do câncer, as consequências do tratamento continuaram presentes em sua vida. Portanto, A perna esquerda ficou sem movimento e não acompanhava o crescimento do restante do corpo. Em seguida, depois de anos de procedimentos ortopédicos sem os resultados esperados, Letícia passou a defender a amputação do membro, decisão que enfrentou resistência inicial da família e foi concretizada quando ela tinha 14 anos. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a câncer na continuam sendo acompanhados com atenção.
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De acordo com as apurações, com a prótese, Letícia passou a praticar atividades que antes eram limitadas pelas condições da perna e encontrou na internet um espaço para compartilhar experiências e informações sobre a deficiência. Por outro lado, hoje, formada em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), trabalha com marketing no Ipasgo, realiza campanhas publicitárias e aborda nas redes sociais temas como acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência (PCDs). Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de câncer na nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre câncer na

Vale destacar que mãe de um menino de dois anos e meio, ela também compartilha aspectos da maternidade e da prática de atividades físicas. Sendo assim, ao contar sua história, Letícia destaca a autonomia sobre as próprias escolhas e a importância de representar pessoas com deficiência em situações que vão além das narrativas de superação. Especialistas destacam que novas atualizações sobre câncer na devem surgir em breve.
Diagnóstico na infância e decisão pela amputação
Além disso, após a remissão do câncer, Letícia passou por alongamentos, enxertos e diversas cirurgias na tentativa de recuperar a funcionalidade da perna. Dessa forma, como o membro não acompanhava o crescimento do restante do corpo, ela precisava usar uma bota ortopédica de aproximadamente 15 a 20 centímetros para compensar a diferença de comprimento. Com isso, apesar das tentativas, os procedimentos não trouxeram os resultados esperados. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a câncer na continuam sendo acompanhados com atenção.

Nesse sentido, aos 12 anos, Letícia começou a pedir aos pais que autorizassem a amputação. Inicialmente, a família resistiu, por acreditar que o pedido poderia estar relacionado às mudanças da adolescência. Ela, porém, insistiu durante dois anos. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de câncer na nos últimos dias.
Principais pontos e impactos da decisão
Os médicos explicaram que a continuidade do tratamento não garantia a recuperação dos movimentos e que ela poderia continuar dependendo de aparelhos e de uma muleta para caminhar. Especialistas destacam que novas atualizações sobre câncer na devem surgir em breve.
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“Era nítido ver que o tratamento não estava funcionando, porque a minha perna não crescia. A minha perna não era funcional”, relembra.
A amputação foi realizada quando Letícia tinha 14 anos. Após a cirurgia, ela passou a usar uma prótese fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a qual permaneceu por aproximadamente nove anos.
O que dizem as partes envolvidas
Novas possibilidades e a presença nas redes sociais
A adaptação após a amputação abriu espaço para experiências que antes eram limitadas pelas condições da perna. Logo depois da cirurgia, Letícia pediu à mãe que a matriculasse em aulas de natação, atividade que não conseguia praticar por causa do aparelho ortopédico e da fragilidade do membro.
Depois, começou a dançar, ingressou na faculdade, aprendeu a dirigir e passou a frequentar festas. A experiência transformou sua percepção sobre as próprias possibilidades.
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“A amputação para mim foi uma virada de chave. Sem a minha perna eu me redescobri, foi maravilhoso”, afirma.
Em 2012, quando entrou no curso de Publicidade e Propaganda da PUC Goiás, Letícia percebeu que havia pouco conteúdo na internet sobre amputação e a rotina de pessoas que utilizavam próteses. Na época, ela começou a publicar experiências pessoais para compartilhar informações e alcançar outras pessoas que procuravam referências sobre o assunto.

O perfil cresceu gradualmente e ganhou mais visibilidade em 2017 e 2018, quando uma marca de próteses conheceu seu trabalho e passou a patrociná-la. A parceria abriu portas para participações em eventos e trabalhos com marcas de roupas e empresas de outros segmentos.
Com o tempo, o conteúdo também passou a abordar questões relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência, incluindo acessibilidade, benefícios e isenções tributárias. Atualmente, além de trabalhar com marketing no Ipasgo, Letícia realiza campanhas publicitárias e utiliza as redes sociais para compartilhar informações sobre a vida com uma prótese.
Ela também participou de projetos audiovisuais e de um reality show exibido pela Amazon Prime em 2023, experiências que ampliaram as oportunidades de contar sua história para públicos diferentes.

Ao falar sobre o acesso às próteses, Letícia ressalta que o equipamento fornecido pelo SUS é uma possibilidade importante, mas nem sempre atende às necessidades específicas de todas as pessoas. Por isso, incentiva quem procura um modelo mais adequado a pesquisar alternativas de financiamento e formas de arrecadar recursos.
“Se você quer uma qualidade melhor e tudo, não desiste, faz rifa. E é um investimento que, a longo prazo, supervale pela qualidade que você tem, pelo tempo que você fica usando uma prótese”, aconselha.
Maternidade e representatividade na vida cotidiana
O desejo de ser mãe sempre fez parte dos planos de Letícia, mas a possibilidade de viver a maternidade utilizando uma prótese também despertava dúvidas. Para encontrar informações, ela recorreu à internet e conheceu relatos de outras mulheres com deficiência que compartilhavam experiências sobre gestação, parto e cuidados com os filhos.

Letícia teve o primeiro filho aos 29 anos e descreve a descoberta da gravidez como um momento de muita felicidade. Durante a gestação, teve atenção especial à alimentação para evitar um ganho excessivo de peso e conseguir continuar caminhando com a prótese até o fim.
O parto foi cesáreo. No segundo dia após o nascimento, ela já começou a caminhar, seguindo a orientação médica de se movimentar durante a recuperação. Segundo Letícia, o pós-parto trouxe desconfortos semelhantes aos vividos por outras mulheres, sem dificuldades adicionais significativas relacionadas ao uso da prótese.
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Hoje, ela concilia o trabalho, os cuidados com o filho, as viagens em família e a prática de atividades físicas, como CrossFit e academia.
“Eu tenho uma rotina de levá-lo para a escola, de trabalhar, de fazer esporte. Então, assim, vida normal. Eu nem sei se esse é o termo legal de se usar, ‘vida normal’. Eu vivo a vida, acho que é isso”, diz.

A experiência de compartilhar a própria rotina também influenciou a maneira como Letícia enxerga a representatividade das pessoas com deficiência. Embora compreenda que algumas pessoas a considerem um exemplo de superação, ela afirma que não gosta de ser apresentada apenas por essa perspectiva.
Para ela, é importante que pessoas com deficiência apareçam também em situações comuns, mostrando suas profissões, relações familiares, interesses e atividades cotidianas. Dessa forma, a representação não fica restrita às dificuldades físicas ou a histórias consideradas extraordinárias.
Ao imaginar o que diria à menina que era antes do diagnóstico, Letícia reconhece que a criança talvez não conseguisse prever as experiências que viveria e as conquistas que alcançaria. Ela conta que os pais sempre foram transparentes sobre o tratamento e as mudanças provocadas pela doença.
A disposição para tentar, mesmo diante de obstáculos, continua sendo uma característica que ela associa à própria trajetória. Letícia afirma que não aceita que a deficiência seja usada como justificativa para impedir que experimente algo antes de tentar.
“Eu nunca aceitei receber um não nessa questão assim: ‘Ah, você não consegue porque você é PCD’. Eu vou tentar”, afirma. “Levar um não sem tentar nunca foi uma opção para mim.”
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