Sobre o tema envolvendo América do Sul, drones MQ-9 – Richard Whitcombe / Shutterstock.com
Além disso, aeronaves não tripuladas MQ-9 Reaper operadas pelo exército dos Estados Unidos na África serão transferidas para o comando militar encarregado da América do Sul em 18 de setembro de 2026. Dessa forma, A realocação faz parte de um envio de suprimentos de guerra voltado a operações contra o narcotráfico e grupos extremistas em território sul-americano. Com isso, seis fontes com conhecimento direto dos preparativos confirmaram a decisão.
Nesse sentido, O envio anterior mobilizou caças F-35, modelos MQ-9 e um avião artilhado AC-130 em direção ao Caribe para interceptar embarcações suspeitas de contrabando. Portanto, integrantes da gestão de Donald Trump planejam agora expandir as missões terrestres conjuntas com governos da América do Sul.
Contexto e detalhes sobre América do Sul
Em seguida, O comando militar não divulgou o total de aparelhos que sairão do US Africa Command para o US Southern Command, mas um dos informantes afirmou que o deslocamento envolverá a “maioria” das unidades. De acordo com as apurações, O equipamento atua no monitoramento de inteligência e em bombardeios cirúrgicos que antecedem ações previstas no Equador contra organizações classificadas oficialmente como terroristas. Por outro lado, as forças armadas equatorianas já haviam iniciado manobras combinadas com tropas americanas nos primeiros meses do ano. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a América do Sul continuam sendo acompanhados com atenção.
Vale destacar que representantes militares mantêm conversas paralelas sobre destinar uma parcela desses drones ao Oriente Médio para repor aeronaves MQ-9 abatidas durante confrontos contra forças do Irã.
Sendo assim, comandantes das forças armadas alertaram que a redução da presença militar no continente africano favorece o avanço de grupos como ISIS e al-Shabaab. Apesar dessa retirada de efetivo, os militares mantiveram bombardeios regulares e ações combinadas contra essas facções armadas na região africana.
Principais pontos e impactos da decisão
Além disso, oficiais envolvidos nas decisões temem que a saída dos drones MQ-9 reduza a capacidade de combate e dificulte o combate a alvos extremistas remanescentes na África.
O secretário de Defesa Pete Hegseth definiu a segurança das fronteiras dos Estados Unidos e do hemisfério ocidental como a meta primordial estabelecida na versão da Estratégia Nacional de Defesa publicada pelo Pentágono em janeiro. Com prioridades divididas diretamente entre as demandas do Oceano Pacífico, as tensões na Europa e os conflitos no Oriente Médio, a liderança militar dos Estados Unidos passou a posicionar todas as atividades operacionais realizadas no continente africano nos patamares mais baixos do planejamento estratégico do governo.
O Pentágono evitou fazer declarações.
O que dizem as partes envolvidas
Integrantes do Executivo americano elaboraram um parecer sigiloso para validar ataques letais contra alvos do narcotráfico listados em um catálogo reservado de suspeitos. A formulação dessa base jurídica ocorreu sob a gestão de Donald Trump.
O documento partiu do Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça sob a justificativa de que facções criminosas configuram risco iminente aos cidadãos dos Estados Unidos. O texto legal autoriza o chefe de Estado a enquadrar traficantes na categoria de combatentes inimigos. Essa interpretação viabiliza ofensivas contínuas e eliminações sumárias sem necessidade de autorização judicial prévia.
Em pronunciamento realizado no Panamá em agosto, Pete Hegseth elogiou convites formais emitidos por Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia para a realização de operações conjuntas em seus territórios. O chefe da pasta militar tratou os alvos dessas investidas pelo termo “narcoterroristas”.
Próximos passos e desdobramentos
“A Colômbia já solicitou ao Departamento de Guerra que se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes de terror”, disse Hegseth sobre a cooperação.
O secretário de Estado Marco Rubio classificou a aliança com o governo de Bogotá como uma “era dourada” entre as nações, afirmando que a condição natural bilateral é formar “aliados e parceiros fortes”. O presidente colombiano Abelardo de la Espriella acertou a cessão de três modelos MQ-9A Reaper para vigiar rotas de entorpecentes e desferir ataques táticos.
A Embaixada dos Estados Unidos no Panamá formalizou o repasse de mais de US$ 6 milhões em aeronaves não tripuladas de longo alcance para que o Serviço Aeronaval Nacional obtenha “a capacidade de monitorar fronteiras remotas, proteger corredores marítimos estratégicos e desmantelar redes ilícitas de tráfico de drogas e contrabando de pessoas”.
Investidas aéreas promovidas pelas forças dos Estados Unidos no Caribe e no leste do Oceano Pacífico causaram pelo menos 230 mortes ao longo de meses de confrontos contra barcos suspeitos. O balanço foi registrado durante as missões conduzidas pelo Departamento de Defesa.
Relatos de autoridades policiais indicam dúvidas quanto ao efeito prático e contínuo dos bombardeios sobre as rotas clandestinas regionais. Uma das fontes informou que a redução nas apreensões navais de cocaína decorre da abertura de rotas alternativas pelos criminosos. Integrantes do setor de segurança classificaram os ataques aéreos como uma ofensiva “performática”, argumentando que os cartéis raramente utilizam os tipos de barcos destruídos nas operações.
As equipes militares americanas modificaram o protocolo operacional ao capturar mais de seis lanchas, transferir os marinheiros detidos para governos parceiros e afundar os cascos vazios.
Marco Rubio declarou que a alteração de procedimento ocorreu devido ao alinhamento tático estabelecido com nações vizinhas. A coordenação mútua passou a orientar o tratamento dado aos casos nas águas territoriais.
“Quando você conduz uma operação conjunta em águas territoriais, é preciso chegar a um entendimento sobre como essas operações vão ocorrer”, disse Rubio. Ele complementou que cada administração parceira possui normas e procedimentos legais próprios para cumprir. “Alguns podem ser mais agressivos do que outros”, afirmou o secretário.
As investidas armadas contra alvos tripulados continuam ativas no mar caribenho. Em 9 de setembro, militares dos Estados Unidos confirmaram o assassinato de três tripulantes durante um bombardeio direcionado a um barco suspeito de transporte ilegal.

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