Sobre o tema envolvendo acidente com Césio, além disso, uma escola de implantes odontológicos abandonada no Setor Central de Goiânia chamou a atenção da Polícia Militar (PM) após agentes encontrarem materiais e aparelhos radioativos no local, que está sujeito a invasões de pessoas em situação de rua, com circulação de usuários de drogas e indícios de presença de traficantes. Dessa forma, diante do risco de exposição desses materiais, a corporação acionou a Prefeitura de Goiânia e alertou formalmente para ‘circunstância que justifica especial atenção e avaliação técnica especializada sobretudo diante do precedente histórico do acidente com o Césio-137, em Goiânia’.
Com isso, O maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear, ocorrido em Goiás, completa 39 anos em setembro deste ano. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a acidente com Césio continuam sendo acompanhados com atenção.
Nesse sentido, uma equipe da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), com apoio da PM, deve vistoriar o imóvel ainda nesta quarta-feira (12). Portanto, O local foi identificado após a prisão de dois suspeitos de furtos reiterados em um estabelecimento próximo, na terça-feira (11), e permanece com máquinas de alto valor e insumos mesmo após ser abandonado. Em seguida, imagens obtidas pelo Mais Goiás mostram prateleiras com insumos e até materiais com nomes de terceiros datados de 2024.
De acordo com as apurações, nas imagens também é possível ver um equipamento de raio-x em meio ao amplo espaço, que foi castigado pelo abandono e pela ação de usuários de drogas. O local teria sido desocupado em razão de uma decisão judicial.
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Acidente com Césio: Cenário de abandono
No ofício enviado à prefeito, ao qual a reportagem também teve acesso, o comandante da unidade tenente-coronel Johnathan Tarley mostra preocupação com o cenário de abandono encontrado pelas equipes, que também identificaram a atuação de usuárias de drogas e traficantes no local.
“O imóvel se encontra vulnerável à entrada de terceiros, já possui histórico de subtração de equipamentos e componentes e abriga equipamentos médico-hospitalares de elevado valor, incluindo aparelho de raio X. A combinação desses fatores aumenta a possibilidade de que equipamentos ou partes deles sejam removidos, desmontados ou destinados de maneira inadequada, circunstância que justifica especial atenção e avaliação técnica especializada, sobretudo diante do precedente histórico do acidente com o Césio-137, em Goiânia”, afirmou no documento.
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Em 13 de setembro de 1987, Goiânia foi palco do maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear, envolvendo o Césio-137. O episódio teve início quando dois catadores de recicláveis, Roberto dos Santos e Wagner Mota Pereira, encontraram um aparelho de radioterapia abandonado no Instituto Goiano de Radioterapia. Ao desmontá-lo, liberaram uma cápsula de Césio-137, um isótopo radioativo altamente perigoso. O material se espalhou rapidamente, contaminando centenas de pessoas e causando mortes e sequelas irreparáveis.
O acidente resultou em quatro mortes confirmadas: Maria Gabriela Ferreira, Leide das Neves Ferreira, Israel Baptista dos Santos e Admilson Alves de Souza. Além disso, 249 pessoas apresentaram contaminação significativa, sendo monitoradas e tratadas por equipes médicas especializadas. Mais de 110 mil pessoas foram acompanhadas. Centenas de locais, incluindo residências, ruas e veículos, foram desinfectados ou removidos devido à contaminação.
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