Uma criança de 10 anos de idade utilizou um bilhete para denunciar à mãe os abusos sexuais que vinha sofrendo de seu padrasto em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O homem, de 31 anos, chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Militar, em 25 de agosto de 2026, mas foi liberado em seguida. A justificativa para a soltura, segundo a Polícia Civil, foi a ausência de requisitos suficientes para manutenção da prisão.
Ainda em 31 de agosto de 2026, a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Santa Luzia recebeu um vídeo que se tornou parte da investigação. A representação legal da vítima foi responsável por apresentar as imagens, que agora auxiliam na apuração dos fatos e na identificação das circunstâncias dos acontecimentos.
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A corajosa denúncia feita em bilhete pela criança
A decisão da menina de relatar os abusos veio por meio de um bilhete emocionante, no qual ela expressava seu esgotamento com a situação. No texto, a criança revelou que os abusos ocorriam desde os seus 8 anos. Ela inicialmente hesitou em falar, acreditando que a mãe estava feliz no relacionamento. No entanto, ao perceber que a mãe já não demonstrava a mesma alegria, decidiu que era o momento de buscar ajuda. “Eu quis falar isso porque eu to cansada disso. Eu não te falei antes porque eu achava que vocês eram um casal feliz”, escreveu a criança em seu depoimento.
Detalhes da investigação da Polícia Civil e a liberação do suspeito
Após a denúncia, a mãe da menina foi ouvida pelas autoridades e as providências de polícia judiciária estão sendo adotadas para investigar o caso. A investigação busca apurar a autoria e as circunstâncias dos fatos, com o vídeo entregue sendo anexado aos autos do processo. Apesar da prisão em flagrante realizada pela Polícia Militar, o suspeito foi liberado, o que gerou profunda revolta na família da vítima. Um pedido de medida protetiva contra o homem já foi solicitado para garantir a segurança da criança e da mãe.
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A ação da mãe para reunir evidências do abuso
Em um esforço para confirmar o relato da filha, a mãe da criança instalou uma câmera provisória na sala da residência. Em um determinado momento, a menina foi enviada para casa com a justificativa de que iria tomar banho, e o suspeito teria se dirigido ao imóvel e abordado a criança. Essas imagens, que contêm áudio, foram essenciais para a investigação e foram entregues ao delegado responsável pelo caso.
Ao ser confrontado e descobrir que a filha havia revelado os abusos à mãe, o homem teria questionado a menina sobre o motivo de não ter pedido para que ele parasse, em vez de contar o que acontecia.
A luta da família por justiça e recuperação da vítima
A mãe da menina, profundamente abalada, expressou seu sofrimento. “Eu estou morta por dentro! Minha filha, graças a Deus está se recuperando”, afirmou. Ela também manifestou sua indignação com a liberação do suspeito: “Eu estou revoltada com a liberdade dele, tinha que estar preso”. Agora, a principal meta da mãe é garantir que a justiça seja feita e que sua filha receba todo o apoio necessário para se recuperar do trauma. “A minha luta agora é por justiça e tratar minha menina”, disse ela.
Encaminhamento da criança e o futuro do processo legal
A criança foi prontamente encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, localizado em Belo Horizonte, para receber atendimento médico e psicológico. A mãe pediu ajuda a um sobrinho para acionar a polícia e, juntos, encontraram uma viatura da Polícia Militar em patrulhamento. Os militares foram alertados sobre a situação, localizaram o suspeito e efetuaram a prisão em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. A liberação do suspeito, no entanto, coloca um desafio adicional na busca por justiça para a família. A investigação segue em andamento para coletar mais provas e garantir que o caso tenha um desfecho adequado diante da gravidade dos fatos.

