BELO HORIZONTE (FOLHAPRESS) – O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, anunciou nesta sexta-feira (28) que será candidato ao Senado por Minas Gerais. A decisão foi confirmada em conversa com jornalistas na sede do partido, em Belo Horizonte.
“Eu acho que terei melhores condições de articular um projeto para 2030 ao centro, realista, um projeto que olhe o Brasil para o futuro, sem extremismos, sem essa radicalização pueril e penosa que tomou conta da política brasileira”, afirmou.
No início de agosto, o tucano havia dito que não se candidataria. Em postagem no Instagram nesta sexta, o agora candidato disse que voltou atrás na decisão após ter sido procurado por centenas de apoiadores no estado.
A mudança de rota, segundo ele, demonstra “um sentimento muito profundo de responsabilidade com Minas Gerais”.
Aécio utilizou o prazo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a substituição de candidatos, previsto para 14 de setembro, para lançar a candidatura mesmo após o fim do registro oficial, que era 16 de agosto.
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Nesta quarta (26) e quinta-feira (27), tanto Marcelo Heringer (PDT) quanto Gustavo Galassi (PSDB), que compunham a chapa da coligação, formalizaram a retirada de seus nomes na disputa por uma vaga no Senado em Minas junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do estado.
Aécio entra na disputa integrando a coligação Cuidar de Minas, formada pelo PDT, do candidato ao governo estadual Alexandre Kalil, e a Federação PSDB-Cidadania.
Em sua fala, Aécio reforçou a importância de ocupar o Senado para garantir condições de negociação da dívida recorde do estado em relação à União, calculada em cerca de R$ 180 bilhões.
“É no Senado Federal que eu pretendo rearticular as forças de centro para apresentarmos ao Brasil um projeto transformador, como tentamos apresentar em 2014”, disse, fazendo referência à campanha para a Presidência nas eleições vencidas por Dilma Rousseff (PT).
“O que eu quero ser é o senador de Minas Gerais para, qualquer que seja o presidente da República, eu esteja lá, em condições de negociar com ele”, disse Aécio, reforçando, sem citar nomes, que não fará palanque para os presidenciáveis que lideram as intenções de voto no país.
Durante sabatina Folha/UOL, Kalil havia dito que a vaga do Senado na chapa do partido era dele, se Aécio assim o quisesse.
“Ele é uma figura importante, então eu quero essa figura ajudando na minha campanha. O Aécio e o [Antonio] Anastasia foram os dois últimos governadores que nós tivemos”, afirmou o ex-prefeito de Belo Horizonte na entrevista.

