Em visita surpresa a Moscou, chefe da CIA pediu que Rússia não ataque países da Otan, diz jornal
EUA avaliam que Putin pode autorizar ofensiva contra membros da aliança nos próximos anos. Informações foram publicadas pelo Wall Street Journal nesta quarta-feira (26).
O diretor da CIA, John Ratcliffe, pediu que a Rússia não ataque a Otan. A viagem surpresa a Moscou foi divulgada nesta quarta-feira (26).
O Kremlin confirmou o caso. O porta-voz Dmitry Peskov disse que Ratcliffe se reuniu com a inteligência local e que Vladimir Putin foi informado sobre os contatos.
O alerta foi motivado por avaliações de inteligência. Os cenários avaliados vão desde ataques cibernéticos até incursão terrestre contra membros da aliança.
Os riscos surgiram em meio à guerra. O presidente Donald Trump evitou detalhar a missão e classificou a viagem a Moscou como “semirrotineira”.

Avião militar dos EUA se aproxima de aeroporto da Rússia
O diretor da gência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, pediu que a Rússia não ataque nenhum país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal publicada nesta quarta-feira (26). O alerta foi feito durante uma viagem surpresa para Moscou.
De acordo com pessoas informadas sobre a viagem ouvidas pelo jornal, Ratcliffe disse para as autoridades russas que Moscou não deve tentar testar a capacidade de reação da aliança militar com uma ofensiva limitada contra um dos membros da Otan.
A viagem surpresa foi confirmada pelo Kremlin. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou que Ratcliffe se reuniu com representantes da inteligência do país, mas não com Vladimir Putin. Segundo ele, o presidente foi informado sobre os contatos.
O alerta dos Estados Unidos foi motivado por novas avaliações de inteligência que apontam para a possibilidade de Putin tentar medir, nos próximos anos, até que ponto os países da Otan estariam dispostos a reagir a uma agressão russa, segundo o WSJ.
O jornal informou que os cenários avaliados como possíveis pelos norte-americanos vão desde ataques cibernéticos até uma incursão terrestre de pequena escala contra um dos integrantes da aliança.
Os riscos surgiram em meio à guerra na Ucrânia e à baixa dos estoques de determinadas munições dos países ocidentais, incluindo os EUA. Segundo o WSJ, essas informações poderiam influenciar Putin a tomar uma decisão sobre o assunto.
O presidente Donald Trump evitou dar detalhes sobre a missão do chefe da CIA. Em entrevista ao apresentador de rádio Glenn Beck, Trump classificou a viagem como “semirrotineira” e indicou que os contatos poderiam produzir algum resultado na guerra na Ucrânia.
Putin e Trump — Foto: Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS; REUTERS/Leah Millis
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