Uma mulher ucraniana, de 38 anos, que havia desaparecido durante uma extensa viagem de carro pelos Estados Unidos, foi localizada no México mais de um ano depois. Antes de seu sumiço, Ganna Kovrizhnykh deixou uma carta à mãe e publicou uma mensagem considerada “apocalíptica”. O Jeep Grand Cherokee da turista, também conhecida pelo pseudônimo Angel Volnaya, junto com seu trailer, foi descoberto abandonado em 5 de julho de 2025, na área rural de Potrero, a aproximadamente 65 quilômetros do centro de San Diego.
Investigadores dos Estados Unidos acreditam que a turista cruzou voluntariamente a fronteira para o México. Atualmente, Ganna reside em Sinaloa, uma região mexicana reconhecida pela intensa atividade de cartéis do tráfico de drogas, o que levanta questões sobre os motivos de sua permanência.
As autoridades entraram em contato com a cidadã ucraniana em 7 de agosto de 2026, confirmando sua identidade mais de um ano após o comunicado de seu desaparecimento por uma amiga.
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Na mesma data do contato das autoridades, o Sistema Nacional de Pessoas Desaparecidas e Não Identificadas (NamUs) registrou que a mãe de Ganna recebeu uma fotografia de uma carta acompanhada das coordenadas de Potrero.
O registro oficial indicava que “a carta basicamente instruía que seus bens pessoais fossem entregues à mãe”.
Um dia antes do envio da carta, Ganna publicou um vídeo no Facebook utilizando o nome Angel Volnaya. O material mostrava a mulher lendo a Bíblia, com uma legenda que falava sobre “Dois mandamentos. Ninguém escapa. Quem matar morrerá para sempre. Não há como escapar. O castigo está chegando. O Arrebatamento está chegando. Ele já está na Terra. Restam apenas alguns anos. Eu sou uma profetisa”.
No mesmo dia, a ucraniana compartilhou outro vídeo, gravado dentro de uma igreja, onde exibia “suprimentos” com um tom sinistro, incluindo água, óleo, pilhas, um walkie-talkie e uma máscara de gás.
O sargento Jacob Klepach, envolvido na investigação, afirmou que a polícia inicialmente supôs que Ganna estava apenas viajando pelo país. “Acreditamos que ela estava apenas viajando pelo país. Ela deixou o veículo em Potrero e nunca mais voltou para buscá-lo. No momento, não temos uma convicção formada sobre se houve algum ato ilícito ou se ela simplesmente partiu por vontade própria”, disse o sargento na época.
Os motivos que levaram Ganna a atravessar a fronteira para o México e a ausência de contato com seus familiares ao longo do último ano permanecem sem esclarecimento.

