A Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer, realizou em 3 de julho o primeiro voo da fase de transição de seu eVTOL, o veículo elétrico de pouso e decolagem vertical popularmente conhecido como “carro voador”. Este ensaio representa um dos marcos mais importantes no desenvolvimento da aeronave, sinalizando um progresso significativo na campanha de certificação e na meta de iniciar as primeiras entregas em 2028, prometendo transformar a mobilidade aérea urbana.
Durante a fase aérea, a hélice propulsora traseira, identificada como “pusher”, foi ativada pela primeira vez. Esse acionamento marcou o início da transição entre o modo de voo vertical e o horizontal, uma mudança crucial, já que o protótipo havia realizado apenas voos pairados e de baixa velocidade até então
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O teste teve uma duração total de 3 minutos e 9 segundos. A aeronave percorreu aproximadamente 1.550 metros, alcançando uma altitude de 27 metros e uma velocidade estabilizada de 27 nós (equivalente a 50 km/h), com um pico de 30 nós (cerca de 55 km/h). A hélice traseira operou a um máximo de 1.200 rotações por minuto (RPM) durante o ensaio.
A Eve considera a etapa de transição como uma das mais críticas na operação de um eVTOL, pois envolve a fundamental alteração da sustentação vertical para o voo horizontal. A conclusão bem-sucedida do teste impulsiona a expansão do envelope de voo da aeronave e a validação do desempenho de seus sistemas.
Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility, afirmou que o sucesso no primeiro voo de transição parcial é um marco significativo na trajetória de desenvolvimento da empresa. Ele disse que a ativação do sistema de propulsão traseiro confirma um aspecto essencial do design da aeronave, aproximando a companhia de oferecer soluções de mobilidade aérea seguras, eficientes e escaláveis para o futuro.
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Marcelo Basile, diretor de Engenharia da empresa, informou que os dados coletados no ensaio serão usados para aprimorar as capacidades do eVTOL. Ele explicou que o voo demonstrou o acionamento da hélice propulsora traseira e validou as metas de desempenho iniciais da fase de transição, fornecendo informações valiosas para a contínua expansão do envelope de voo em direção a velocidades mais altas e testes mais complexos.
A equipe de engenharia da Eve prosseguirá com análises estruturais e de cargas para subsidiar as próximas etapas do programa de desenvolvimento. Em seguida, a companhia planeja testar o enlace de dados para validar as comunicações da aeronave e aumentar gradualmente o envelope de voo, com expectativa de operar em velocidades de até 50 nós (92 km/h).
Em maio, a empresa já havia finalizado a fase de voos pairados e de baixa velocidade do protótipo de engenharia. Naquela etapa, foram acumulados 59 voos bem-sucedidos, totalizando 2 horas, 27 minutos e 33 segundos de testes, embora o modelo utilizado ainda não corresponda à versão final que será entregue aos clientes após a certificação.
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Apesar de alguns ajustes no cronograma, a Eve mantém o prazo de iniciar as entregas comerciais do eVTOL no ano de 2028.
Além do modelo elétrico, a Eve estuda desenvolver uma futura versão híbrida do veículo. Em junho, Johann Bordais indicou que a combinação de propulsão elétrica e combustível pode expandir o alcance da aeronave para viagens de maior distância, já que o modelo atualmente em desenvolvimento tem autonomia estimada em 100 quilômetros.

