Zelensky pressiona Trump por mísseis Tomahawk em reunião na Casa Branca

Míssel Tomahawk

Míssel Tomahawk – Foto: JuliaDorian / Shutterstock.com

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky solicitou formalmente ao presidente americano Donald Trump o fornecimento de mísseis Tomahawk durante encontro realizado na Casa Branca, em Washington, nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025. A demanda visa permitir ataques precisos a alvos profundos no território russo, ampliando o alcance das forças ucranianas na guerra em curso. Trump expressou otimismo sobre negociações de paz, mas indicou reservas quanto à entrega imediata das armas.

A conversa ocorreu horas após Trump falar por telefone com o presidente russo Vladimir Putin, que alertou contra o envio dos mísseis, argumentando que isso prejudicaria as relações bilaterais entre EUA e Rússia. Zelensky defendeu a necessidade dos Tomahawk para pressionar Moscou a retomar diálogos sérios de paz.

  • Zelensky propôs trocar drones ucranianos por Tomahawks, destacando produção local de equipamentos avançados.
  • Trump mencionou planos para reunião bilateral com Putin em Budapeste, sem confirmar presença ucraniana.
  • Ucrânia já possui drones capazes de atingir alvos russos, mas busca maior precisão com mísseis guiados.

Características técnicas dos mísseis Tomahawk

Os mísseis Tomahawk medem cerca de 6,1 metros de comprimento e possuem envergadura de 2,6 metros, com peso aproximado de 1.510 quilos. Equipados com motor turbofan, eles voam a velocidades de até 885 km/h e têm alcance de até 2.400 km, permitindo lançamentos de navios, submarinos ou plataformas terrestres.

A orientação combina GPS, inercial e comparação de terreno, garantindo precisão com erro circular provável de 10 metros. A ogiva convencional equivale a 180 quilos de TNT, focada em destruição de infraestruturas militares.

Evolução histórica do armamento

Desenvolvido nos anos 1970 pela Marinha dos EUA, o Tomahawk entrou em serviço em 1983 com variantes nucleares, substituídas por opções convencionais em 2010. A produção passou por empresas como General Dynamics e Raytheon, com custos unitários em torno de 2 milhões de dólares.

Versões iniciais foram testadas em 1981, incorporando melhorias em altitude e navegação. Em 1993, o Block III adicionou controle de tempo de chegada e GPS resistente a interferências.

O Block IV, de 2004, permite atualizações em voo e reatacques, com mais de 2.300 unidades lançadas em combates globais.

Empregos em conflitos passados

Primeiro uso ocorreu em 1991, na Guerra do Golfo, com 288 mísseis destruindo centros de comando iraquianos e usinas elétricas. Na Operação Iraqi Freedom, em 2003, 802 unidades neutralizaram defesas aéreas e bunkers.

Em 2011, durante a intervenção na Líbia, 222 Tomahawks abriram caminho para ataques aéreos contra forças de Muammar Gaddafi. Síria viu 59 lançamentos em 2017 e 66 em 2018, visando depósitos químicos.

Esses ações demonstraram eficácia em cenários de alta defesa, com taxa de acerto superior a 85%.

Trump
Trump – Foto: Brian Jason / Shutterstock.com

Posição americana sobre o fornecimento

Trump inicialmente sinalizou apoio aos Tomahawks como forma de pressionar Putin por negociações, mas recuou após a ligação telefônica. Ele afirmou que os EUA precisam preservar estoques para potenciais conflitos próprios, citando produção lenta de reposição.

Zelensky argumentou que os mísseis não alterariam o equilíbrio imediato, mas incentivariam diálogos rápidos. A administração Trump planeja discutir o tema em cúpula com Putin, prevista para as próximas semanas na Hungria.

O secretário de Estado Marco Rubio monitora o pedido, considerando impactos logísticos para treinamento ucraniano em sistemas de lançamento Typhon, introduzido em 2024.

Implicações para a estratégia ucraniana

A integração de Tomahawks expandiria o raio de ação ucraniano além dos 300 km atuais de mísseis aliados, atingindo bases aéreas e centros logísticos russos. Especialistas estimam que 100 unidades poderiam neutralizar 20% das capacidades de comando inimigas.

Ucrânia já opera drones de longo alcance, mas os mísseis oferecem resistência superior a defesas antiaéreas russas, como os sistemas S-400.

O pedido reflete estratégia de dissuasão, alinhada a apelos por sanções adicionais contra Moscou.

Desenvolvimentos recentes no pedido

Desde setembro, Zelensky elevou a demanda em chamadas com Trump, listando Tomahawks como prioridade única não aprovada para aliados da Otan. Fontes indicam que produção anual dos EUA é de cerca de 500 unidades, limitando envios em massa.

Trump destacou preferência por paz via diplomacia, mas manteve porta aberta para entregas condicionais a avanços em negociações.

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