Wilder vai a Bolsonaro na prisão para virar o jogo sobre candidatura própria do PL

COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Senador tenta sair do encontro com a decisão sobre a correlação de forças dentro do partido

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Wilder: pressão por definição sobre candidatura própria (Foto divulgação)

João Bosco Bittencourt

O senador Wilder Morais passa este sábado em Brasília em uma agenda que, no próprio PL, é  como decisiva para os próximos passos de 2026. Ele se encontra com o ex-presidente Jair Bolsonaro na unidade prisional onde está detido para uma conversa política direta, sem mediação da direção nacional, num momento em que o partido continua sem definir se terá candidatura própria ao governo em Goiás e depois de ver outra ala avançar sobre Valdemar Costa Neto. 

Wilder quer sair de lá com um gesto que possa ser mostrado internamente como aval. O senador chega ao encontro repetindo o que tem dito a prefeitos e deputados que o acompanham nas últimas idas a Brasília: o PL precisa ter nome próprio na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. É nessa tecla que ele pretende bater na conversa. No partido, a expectativa é de que a agenda também funciona como resposta ao grupo do deputado Gustavo Gayer, que esteve com Valdemar sem a presença do senador e abriu outra frente de interlocução em Brasília. As duas alas passaram a disputar espaço fora de Goiás. Aliados de Wilder dizem que qualquer manifestação de Bolsonaro, mesmo sem declaração pública, já muda o ambiente das negociações. Dirigentes da sigla admitem, em conversas reservadas, que a indefinição começou a travar as articulações no estado e que o prazo para empurrar a decisão diminuiu.