Gilmar Mendes, no entanto, votou contra a tese de Vorcaro em julgamentos de casos concretos. A maioria deles ainda tramita no STF
Sobre o tema envolvendo causa bilionária, 18/09/2026 00:17
Além disso, , atualizado 18/09/2026 00:27 Vale ressaltar que os aspectos relacionados a causa bilionária continuam sendo acompanhados com atenção.

Dessa forma, O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de abril de 2024, para pedir que ele votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro.
Com isso, O caso foi revelado pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, e confirmado pelo Metrópoles. A votação beneficiaria Vorcaro diretamente, mas Gilmar Mendes votou contra a tese do ex-banqueiro em julgamentos de casos concretos. Nesse sentido, A maioria deles ainda tramita no STF. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de causa bilionária nos últimos dias.
Portanto, À época do encontro, Vorcaro tinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o empresário e ex-senador Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, conhecido como Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar Mendes. Especialistas destacam que novas atualizações sobre causa bilionária devem surgir em breve.
Em seguida, em troca, Chiquinho seria lobista em Brasília para o dono do Banco Master na área da educação e teria viabilizado o encontro com o ministro. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a causa bilionária continuam sendo acompanhados com atenção.
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“Você tem que começar uma relação direta com ele! De acordo com as apurações, É importante para o futuro!”, aconselhou o empresário a Vorcaro em troca de mensagens.
O Banco Master mantinha bilhões em créditos de investimentos em forma de precatórios voltados às empresas, que perderiam valor caso a Corte não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.
Por outro lado, estimativas da Advocacia-Geral da União (AGU) apontam que, se as usinas forem vitoriosas, o valor das causas podem chegar a um total de R$ 145 bilhões.
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Detalhes do encontro
Vale destacar que conforme troca de mensagens de texto, Vorcaro acertou o horário do encontro com a secretária do gabinete de Gilmar Mendes.
“Não sei quanto tempo o ministro terá, mas se for possível o roteiro abaixo, seria ótimo. Sendo assim, eu iria sozinho [ao gabinete] de 18h a 18h30 e de 18h30 até 19h entrariam duas pessoas para se juntarem à reunião”, escreveu ele. Além disso, entre essas pessoas, estaria o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco.
Dessa forma, A secretária respondeu: “Fizemos um encaixe para o senhor. Com isso, ministro não tem todo esse tempo”. Nesse sentido, E Vorcaro questionou: “Terei quantos minutos?”. Portanto, A servidora respondeu: “Uns 15”.
O processo que interessava diretamente ao ex-banqueiro era o da Destilaria Alcídia S/A. Um mês antes do julgamento, Gilmar Mendes paralisou a ação com pedido de que ela fosse discutida presencialmente, e não no plenário virtual da Segunda Turma do STF.
O tema entrou em pauta novamente em outubro de 2024. Os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes votaram contra o pleito da destilaria. Já os magistrados Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques votaram a favor. O placar deu vitória à empresa.
A União, entretanto, interpôs embargos. Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos. O caso transita em julgado desde outubro de 2025.
Manifestação do ministro Gilmar Mendes
O gabinete do ministro se manifestou sobre a reunião por meio de nota. Leia a íntegra:
“Chiquinho Feitosa é ex-cunhado do Ministro. O Ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado para tratar de assuntos do banqueiro e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente.
A audiência ocorreu em 11 de abril de 2024, às 18h, no gabinete do Ministro, no Supremo Tribunal Federal, e contou com a presença dos advogados do Banco Master. Foi realizada na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado. O recebimento de advogados em audiência é prerrogativa assegurada pelo art. 7º, VIII, da Lei 8.906/1994. Na ocasião, tratou-se de causa do setor sucroalcooleiro — ARE 1327995, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que figura como recorrida a Destilaria Alcídia S/A.
Nesse processo, julgado pela Segunda Turma em 3 de junho de 2025, o Ministro Gilmar Mendes votou contra os interesses do Banco Master. O voto foi contra o pagamento do precatório, no sentido defendido pela União. Ficou vencido, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. Prevaleceu a posição dos Ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli, favorável à empresa.
O voto foi o mesmo em todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na Segunda Turma. No ARE 1312127 (Raízen), relatado pelo Ministro, ele votou contra o pagamento do precatório, e a União saiu vitoriosa em 16 de setembro de 2024, vencidos os Ministros Edson Fachin e Nunes Marques. No ARE 1392660 (Jalles Machado), votou duas vezes contra o pagamento à usina — em 6 de agosto de 2024 e em 19 de agosto de 2025 —, ficando vencido nas duas ocasiões, acompanhado pelo Ministro André Mendonça.
No ARE 1500251 (Raízen), pediu destaque em 15 de agosto de 2025 e interrompeu julgamento que se encaminhava em favor da usina. Na STP 976-ED, votou em todas as sessões contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões.”
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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