O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta terça-feira (17/3), durante coletiva de imprensa, que houve tentativas de vazamento de dados sigilosos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estão sob jurisdição do colegiado.
“Infelizmente existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação e informações particulares ligadas à queda de sigilo de Daniel Vorcaro que poderiam inviabilizar as provas“, declarou à jornalistas.
E prosseguiu: “O mais importante nesse momento é nós preservarmos todo esse material para que o inquérito corra, a investigação seja feita e na possibilidade de uma condenação nenhuma prova seja anulada pela defesa do sr. Vorcaro”.
Nessa segunda-feira (16/3), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu por fechar a sala-cofre que contém os arquivos confidenciais enviados ao colegiado e barrou o acesso de parlamentares aos dado sigilosos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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Viana declarou que a decisão será analisada com a advocacia do Senado para que as “medidas necessárias” sejam tomadas.
Segundo Viana, a comissão foi acusada pelo ministro Alexandre de Moraes de vazar informações sigilosas. O parlamentar argumentou que a divulgação de informações sigilosas pela CPMI apenas prejudicaria o curso da investigação e fortaleceria a defesa de Vorcaro. A fala ocorreu durante entrevista ao programa Roda Viva, na noite de segunda-feira (16/3).
“A decisão do ministro André Mendonça, que determinou o fechamento da sala-cofre, da CPMI do INSS, e a restrição de acesso ao material aprendido está sendo recebida por essa presidência com respeito à comunidade institucional e total alinhamento”, afirmou Viana.
Quanto ao comparecimento de Vorcaro na comissão, o senador fez críticas à dependência da CPMI de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) para dar continuidade às investigações, sobretudo em relação à convocação de investigados. Segundo ele, a comissão aguarda o julgamento de um recurso para tentar assegurar a presença do banqueiro e de outros envolvidos.
“Nós estamos na dependência agora do julgamento do nosso recurso para que a gente possa dar sequência. Enquanto o Parlamento não modificar a lei, nós estaremos a reboque do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

