Meta e TikTok concordam em checar conteúdos sobre Ceuta para evitar que informações falsas induzam travessia de imigrantes, diz UE
Informação é da chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen. Medida busca impedir que redes criminosas usem informações falsas para incentivar imigrantes a tentar entrar no enclave espanhol; travessia em massa deixou quase 100 mortos em julho.
Meta e TikTok concordaram em verificar conteúdos sobre travessias em Ceuta, na Espanha. A medida visa evitar que informações falsas induzam a imigração irregular.
Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da União Europeia, anunciou o acordo nesta segunda-feira (10). A decisão ocorre após a invasão de 70 mil imigrantes em Ceuta.
As plataformas de tecnologia estabelecerão um mecanismo de cooperação com verificadores de fatos. Vídeos virais incentivaram a onda migratória que deixou quase 100 mortos.
As empresas também banirão conteúdos sobre tráfico humano. A Comissão Europeia informou nesta terça-feira (11) que as remoções e bloqueios de publicações ocorrem de forma voluntária.
Migrantes correm e comemoram ao atravessar a pé para o enclave norte-africano de Ceuta, vindos do Marrocos — Foto: FARO TV via REUTERS
O objetivo é impedir que redes criminosas induzam potenciais imigrantes a tentar a travessia com informações falsas, o que já resultou em mortes trágicas, disse ela em uma postagem no X na noite de segunda-feira.
Mais de 70 mil imigrantes em potencial invadiram Ceuta em 30 de julho, em uma onda que deixou quase 100 mortos.
Eles foram incentivados por alguns vídeos que se tornaram virais, incluindo alguns publicados por um veículo de notícias espanhol com o objetivo de destacar o peso das pressões imigratórias.

Crise em Ceuta completa uma semana ainda sem respostas
Meta e TikTok concordaram com a UE em estabelecer um “mecanismo ad hoc de escalonamento e cooperação com verificadores de fatos” como parte dos protocolos de crise, de acordo com a postagem.
As plataformas também se comprometeram a proibir conteúdos relacionados ao tráfico de pessoas, acrescentou um porta-voz da Comissão na terça-feira.
O porta-voz disse aos repórteres que as plataformas agem para bloquear ou reduzir a prioridade do conteúdo de forma voluntária — a Comissão Europeia não as obriga a remover nenhum conteúdo, mas abre um diálogo com elas para que ajam com responsabilidade.
A Comissão e a força policial pan-europeia Europol estão discutindo a situação com as duas empresas diariamente, segundo a publicação de Virkkunen.

