Verdades e mentiras na série Tremembé do Prime Video sobre presídio famoso de São Paulo

Série 'Tremembé'

Série ‘Tremembé’ – Foto: Divulgação

A série Tremembé chegou ao Prime Video em 31 de outubro de 2025 e apresenta a vida na Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba, em São Paulo. A produção de cinco episódios reúne detentas envolvidas em crimes midiáticos, como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, em uma narrativa que combina eventos reais com adaptações dramáticas. Os roteiristas usaram livros jornalísticos para estruturar a trama, que passou por avaliação jurídica antes da estreia.

Marina Ruy Barbosa interpreta Suzane von Richthofen, condenada em 2002 pelo assassinato dos pais. Letícia Rodrigues encarna Alexandre Nardoni, conhecido como Sandrão, enquanto Carol Garcia vive Elize Matsunaga, presa desde 2012. O elenco conta ainda com Kelner Macêdo como Cristian Cravinhos e representações de outros detentos famosos.

A história começa com a transferência de Suzane para Tremembé após uma rebelião em outra unidade prisional. Esse deslocamento ocorreu de fato em 2014, motivado por riscos à segurança da detenta. A série condensa cronologias para manter o ritmo, sem distorcer os acontecimentos principais.

Chegadas e rotinas documentadas no presídio

Suzane von Richthofen ingressou em Tremembé em 2014, após o incidente na Penitenciária de Ribeirão Preto. A unidade abriga cerca de 400 mulheres e separa alas por nível de risco.

Elize Matsunaga chegou no mesmo ano, logo após a sentença, e participou de atividades laborais internas. Alexandre Nardoni transferiu-se para a ala masculina em 2010, mantendo contatos supervisionados.

Tremembé
Tremembé – Foto: Reprodução/TV Globo

Roger Abdelmassih entrou na prisão em 2010, condenado por múltiplos estupros. Ele tentou simular problemas de saúde para evitar julgamentos, conforme registros oficiais.

Relações interpessoais confirmadas

Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e Sandrão formaram um triângulo afetivo real dentro da penitenciária. As interações incluíram conversas diárias e disputas por influência na ala.

Cristian Cravinhos manteve um relacionamento com outro detento na seção masculina. Essa ligação durou anos e foi registrada em relatórios prisionais.

  • Amizades entre Nardoni e Cravinhos surgiram em atividades coletivas.
  • Detentas compartilhavam tarefas de limpeza e oficinas educativas.
  • Agentes penitenciários mediavam conflitos para evitar escaladas.
  • Programas de ressocialização permitiam contatos limitados entre alas.

Esses vínculos refletem padrões observados em ambientes de longa detenção.

Adaptações para a narrativa audiovisual

A série reorganiza eventos de diferentes anos em sequências contíguas, como a chegada de Elize próxima ao triângulo principal. Essa escolha acelera o enredo sem alterar fatos centrais.

Diálogos recebem criações baseadas em perfis psicológicos dos personagens. Cenas de tensão derivam de incidentes reais, como disputas por celas.

A produção une arcos isolados, como as manobras judiciais de Abdelmassih, para formar uma trama unificada. O Prime Video exigiu revisões legais para garantir precisão nos elementos factuais.

Base nos livros de Ullisses Campbell

Ullisses Campbell lançou Suzane: Assassina e Manipuladora em 2020, após visitas regulares ao presídio. O livro compila entrevistas e documentos judiciais sobre o caso de 2002.

Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido saiu em 2021, detalhando o crime de 2012 e a adaptação carcerária. Ambas as obras servem de fundamento para a série. Campbell conduziu mais de 50 entrevistas com detentos e funcionários. Ele analisou processos para reconstruir cronologias exatas.

A adaptação expande esses relatos para o formato episódico, mantendo a essência jornalística. O Prime Video promoveu a produção como uma visão interna do sistema penitenciário.

Perfis dos detentos retratados

Suzane von Richthofen cumpre pena de 39 anos, reduzida por bom comportamento, e participa de cursos profissionalizantes. Elize Matsunaga recebeu 20 anos e trabalha em hortas internas.

Alexandre Nardoni pegou 30 anos pelo crime de 2008 e integra grupos de leitura. Cristian Cravinhos progrediu para semiaberto em 2023 após 38 anos de sentença.

Roger Abdelmassih acumula 181 anos por abusos e enfrenta monitoramento rigoroso. A série intercala flashbacks dos crimes com a rotina atual, sempre ancorada em autos judiciais.

O presídio de Tremembé opera com capacidade para 700 internos e segue protocolos do Depen-SP. Detentos notórios recebem celas isoladas em períodos de tensão. A produção do Prime Video usa essas regras para contextualizar interações, oferecendo uma visão estruturada do dia a dia carcerário sem adicionar elementos especulativos.

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