Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Política

Vanderlan defende adiar reforma tributária por pelo menos dois anos

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Vanderlan defende adiar reforma tributária por pelo menos dois anos

Além disso, O senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição, defende o adiamento da reforma tributária por pelo menos dois anos. Dessa forma, ele afirma que o prazo permitiria ajustar as regras, testar os sistemas de cobrança e preparar empresas e contadores para as mudanças previstas a partir de 2027.

“Quem gera emprego e renda não está preparado para essa mudança. Com isso, os contadores estão confusos, as regras ainda não estão claras e o empresário não sabe quanto vai pagar no ano que vem. Nesse sentido, não dá para fazer uma mudança desse tamanho no escuro”, declarou. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a reforma tributária continuam sendo acompanhados com atenção.

Portanto, A proposta do senador é postergar as próximas etapas da implantação. Em seguida, O calendário prevê a substituição do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em janeiro de 2027. De acordo com as apurações, vanderlan argumenta que as dúvidas sobre a aplicação das regras e a adaptação dos sistemas de emissão de notas fiscais podem trazer dificuldades aos negócios.

Para Goiás, o senador aponta outra preocupação: os efeitos da cobrança dos tributos no destino, onde ocorre o consumo, e da retirada gradual dos incentivos fiscais. Na avaliação dele, essas mudanças podem reduzir a arrecadação estadual e comprometer a permanência de indústrias atraídas por programas como Fomentar, Produzir e ProGoiás.

“Goiás se industrializou com incentivo fiscal. Se as fábricas perdem o benefício e o consumidor está em São Paulo, o que vai segurar essas empresas aqui? Preciso garantir que nenhum emprego goiano vá embora por causa dessa reforma”, afirmou.

Vanderlan presidia a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) durante a discussão da reforma no Senado. Segundo ele, foram realizadas 30 audiências públicas e incorporadas 42 mudanças ao texto. O senador cita entre os resultados a manutenção de benefícios ligados ao ProGoiás e a prorrogação de incentivos ao setor automotivo, com impacto sobre as fábricas de Anápolis e Catalão.

“Trabalhei para que a reforma não prejudicasse Goiás. Fizemos muito, mas ainda não foi suficiente. Simplificar é necessário, mas não pode custar a indústria, o emprego e a arrecadação de Goiás”, disse.

O senador defende que o período de adiamento seja usado para concluir a regulamentação, testar os sistemas e discutir a compensação aos estados afetados pelo fim dos incentivos. A alteração do cronograma constitucional dependeria de aprovação do Congresso.

“Ninguém é contra modernizar. Sou contra punir quem trabalha e produz com uma regra que nem o governo terminou de escrever”, declarou.

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Redação Foco Goiás