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Vacina contra vírus sincicial respiratório (VSR) chega ao SUS e reduz risco de internações em recém-nascidos vulneráveis

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O Ministério da Saúde anunciou o início da distribuição de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês, para unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. A medida ocorre em dezembro de 2025, com foco em gestantes a partir da 28ª semana de gestação, para transferir proteção aos recém-nascidos durante os primeiros meses de vida. Até novembro de 2025, o país registrou 43,1 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocados pelo VSR, com 82,5% afetando crianças menores de dois anos.

A compra de 1,8 milhão de doses representa um investimento de R$ 1,17 bilhão e visa prevenir cerca de 28 mil internações anuais em bebês. O VSR responde por 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias nessa faixa etária, com picos de circulação no outono e inverno. Bebês prematuros enfrentam risco sete vezes maior de mortalidade em comparação aos nascidos a termo, que representam 12% dos partos no país.

Entre 2018 e 2024, complicações do VSR levaram a 83 mil internações de prematuros, sobrecarregando o sistema de saúde. A estratégia de imunização materna, comprovada em estudos clínicos, demonstra eficácia de 81,8% na redução de doenças respiratórias graves nos primeiros 90 dias de vida do bebê. O primeiro lote, com 673 mil doses, já segue para estados e municípios, permitindo aplicação imediata em unidades básicas de saúde.

Parceria para produção nacional acelera acesso à vacina

O acordo entre o Instituto Butantan e a Pfizer, assinado em setembro de 2025, transfere tecnologia para fabricação local do imunizante Abrysvo. Essa iniciativa garante suprimento contínuo ao SUS, com doses inativadas que não representam risco à gestante ou ao feto. A produção nacional reduz dependência de importações e facilita expansão futura da campanha.

A vacina é aplicada em dose única, compatível com outros imunizantes como influenza e covid-19, sem contraindicações para gestantes de qualquer idade. Efeitos colaterais comuns incluem dor local e vermelhidão, semelhantes a outras vacinas do calendário.

Impacto do VSR em bebês prematuros e de baixo peso

Prematuros com 32 a 36 semanas de gestação formam grupo de alto risco para infecções graves pelo VSR. Anualmente, cerca de 20 mil bebês menores de um ano demandam internação por bronquiolite no Brasil. O vírus se espalha por secreções respiratórias, contaminando superfícies e ar em ambientes fechados.

  • Taxa de hospitalização: uma em cada 50 infecções no primeiro ano de vida.
  • Mortalidade em prematuros: sete vezes superior aos nascidos a termo.
  • Casos em 2025: aumento de 52% em relação a anos anteriores, com 43,1 mil registros de SRAG.

O manejo da bronquiolite foca em suporte, como hidratação e oxigênio, sem tratamento antiviral específico. Prevenção via vacinação materna evita progressão para pneumonia ou insuficiência respiratória.

Gestantes devem buscar unidades de saúde para atualizar cartelas vacinais durante pré-natais. A campanha integra o Calendário Nacional de Vacinação da Gestante, priorizando bebês nascidos em período de sazonalidade do vírus.

Estratégias de aplicação em unidades de saúde

A distribuição segue microplanejamento local, adaptando-se a realidades regionais como densidade populacional e cobertura vacinal prévia. Em 2025, o Brasil reverteu queda na imunização, com aumento em 15 das 16 vacinas do calendário. Unidades básicas de saúde e maternidades recebem orientações para integração da dose contra VSR.

O foco inicial abrange gestantes cujo bebê nascerá na estação de maior circulação viral, de março a junho em grande parte do país. Para regiões Norte, o pico ocorre de setembro a novembro, ajustando cronogramas locais. Profissionais de saúde monitoram adesão para alcançar 90% de cobertura no público-alvo.

Bebês nascidos antes de 14 dias da vacinação materna ou de mães não imunizadas elegíveis para nirsevimab, anticorpo monoclonal aplicado diretamente. Essa opção complementa a estratégia, especialmente em prematuros até 28 semanas.

Grupos prioritários e cronograma de distribuição

Gestantes a partir da 28ª semana recebem prioridade absoluta na campanha. Não há limite de idade materna, e a dose é única por gestação. Bebês de até 12 meses sem proteção materna também integram o esquema, via nirsevimab em 2026.

  • Público inicial: todas as grávidas com parto previsto em sazonalidade do VSR.
  • Beneficiados: cerca de 2 milhões de recém-nascidos anualmente.
  • Expansão: inclusão de crianças de 13 a 24 meses com comorbidades, como displasia broncopulmonar.

A distribuição do primeiro lote ocorre até o fim de novembro de 2025, com aplicação em dezembro. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro recebem alocações proporcionais a nascimentos estimados. Municípios organizam mutirões para facilitar acesso em áreas rurais.

O Ministério da Saúde alocou recursos adicionais para logística, garantindo refrigeração e treinamento de equipes. Cobertura vacinal contra outras doenças respiratórias, como influenza, atingiu 91,8% em doses iniciais em 2025.

Avanços na prevenção de infecções respiratórias infantis

O VSR circula globalmente, mas sua sazonalidade no Brasil varia por bioma. Estudos como o Matisse validam a transferência de anticorpos placentários, protegendo bebês nos meses iniciais. A incorporação ao SUS marca avanço em equity de saúde, beneficiando populações vulneráveis.

Em 2025, o país distribuiu 1,2 milhão de doses extras contra poliomielite em escolas, elevando coberturas gerais. A vacina contra VSR alinha-se a essa tendência, com potencial para 28 mil prevenções de internações por ano. Maternidades públicas já preparam protocolos para aplicação pós-parto.

A transmissão ocorre por contato direto, reforçando medidas como higiene de mãos e ventilação de ambientes. Não há evidências de risco fetal com o imunizante inativado, aprovado pela Anvisa em 2024.

Detalhes técnicos da vacina Abrysvo

Desenvolvida com vírus inativado, a Abrysvo gera resposta imune robusta em gestantes. Eficácia de 81,8% contra hospitalizações em bebês foi observada em ensaios com milhares de participantes. A dose única, de 0,5 ml intramuscular, armazena-se entre 2°C e 8°C.

Contraindicações limitam-se a histórico de reações alérgicas graves a componentes. Aplicação simultânea com dTpa, influenza e covid-19 é recomendada para otimizar visitas pré-natais. Monitoramento pós-vacinação inclui registro no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).

Para bebês elegíveis ao nirsevimab, a dose única oferece proteção por seis meses, ideal para prematuros. Custos na rede privada superam R$ 3.500, destacando o impacto da gratuidade no SUS.

Medidas complementares de controle do VSR

Higienização de ambientes infantis reduz transmissão em creches e lares. Evitar aglomerações durante picos sazonais minimiza exposição. Profissionais orientam pais sobre sinais de alerta, como respiração acelerada e recusa alimentar.

Campanhas educativas integram a estratégia, utilizando redes locais para conscientização. Em 2025, ações contra sarampo alcançaram 91,8% de cobertura inicial, modelo para a nova vacina. O SUS reforça estoque para 2026, prevendo 2 milhões de beneficiados.

Bebês com comorbidades, como fibrose cística, recebem priorização em fases subsequentes. A integração ao calendário nacional assegura sustentabilidade da campanha.

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