Casal morreu um dia antes de celebrar 35 anos de relacionamento, após infartos sequenciais
“amor não se guarda, amor se demonstra”, diz filha sobre os ensinamentos dos pais (Foto: acervo da familia)
Há cerca de 1 ano e 5 meses, a jovem Ghennyffer Lowrrany Fernandes, de 26 anos, perdeu a mãe minutos após a morte do pai, em um caso que repercutiu em todo o estado de Goiás. Só agora, mesmo diante de um extenso luto, a filha, que tem três irmãos, decidiu falar pela primeira vez sobre a vida, amor e morte do casal formado por Genismar Fernandes e Cleonice de Souza, falecidos em Corumbá de Goiás em abril de 2024. O primeiro a partir foi o pai, em decorrência de um infarto. O desespero pela ausência do parceiro, segundo familiares, provocou abalos profundos e contribuiu para a despedida precoce da mãe, um dia antes da celebração de seus 35 anos de casamento.
Ao Mais Goiás, Ghennyffer relatou como ela e seus irmãos têm buscado lidar com a perda e descreveu o quanto tem sido difícil enfrentar o dia a dia sem a presença do casal. “Antes de mais nada, foram os primeiros namorados um do outro”, iniciou. Segundo ela, a história de amor começou cedo e sempre foi marcada pela cumplicidade e pelo cuidado mútuo. “Foram grandes exemplos para a cidade. Todos que os conheceram puderam testemunhar o quanto eram companheiros, unidos e comprometidos um com o outro”, disse, destacando que o relacionamento se manifestava “mais em atitudes do que em palavras”.

“Se passássemos por eles mil vezes, receberíamos mil abraços, mil beijos e ouviríamos, sem medida, inúmeros ‘eu te amo’”, afirmou. Ghennyffer ressaltou que os pais valorizavam a família reunida, e que a felicidade deles era compreendida “em ver todos juntos’, rindo, conversando e vivendo em união.
A jovem também destacou que seus pais ensinaram que “amor não se guarda, amor se demonstra” e que cuidar uns dos outros é uma missão de vida. Ela afirmou que eles viveram pelo amor e no amor, deixando como legado o exemplo de que o verdadeiro lar é feito de carinho, fé e união.
RELEMBRE O CASO
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Minutos de diferença e a dor da perda
Genismar Fernandes, conhecido como “Graia”, chefe de gabinete de Magda Mofatto e vice-presidente do PRD em Goiás, morreu aos 53 anos, vítima de um infarto em casa, em Corumbá de Goiás, em 22 de abril de 2024. A esposa dele, Cleonice Coelho Furtado de Souza, 53, também não resistiu à emoção e sofreu um infarto pouco depois.
O casal completaria 35 anos de casamento no dia seguinte, data que seria celebrada com um almoço em família. Por volta das 19h, Graia havia saído do gabinete para representar o PRD em um evento em Anápolis. Ao retornar a Corumbá, deitou-se por volta das 22h e, durante a madrugada, acordou com sintomas da condição que causou sua morte. Ao ver o marido caído, Cleonice entrou em choque e foi levada para o hospital. No local, segundo a filha, a mulher não teria recebido atendimento adequado e também não resistiu.
“É impossível exprimir a dor de ver meus pais morrerem na minha frente, um após o outro. A cena da minha mãe soltando minha mão com seu último suspiro. “Mas um não deixaria o outro. Era um nível diferente de cumplicidade. Partiram unidos para além da vida”, lembrou Ghennyffer, emocionada.
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