Tudo por uma segunda chance: Globo aposta em formato vertical com Jade Picon vilã

Jade Picon

Jade Picon – Foto: Instagram

A TV Globo anunciou a produção de duas novelas no formato vertical, projetadas para telas de celulares e tablets. O projeto marca a entrada da emissora no segmento de microdramas, com episódios curtos de 1 a 3 minutos cada. A iniciativa visa atrair públicos jovens e acostumados a conteúdos rápidos nas redes sociais.

Uma das tramas, Tudo por uma segunda chance, conta com Jade Picon no papel de Soraia, a vilã invejosa que trai a amiga para conquistar um herdeiro rico. A outra, Cinderela e o segredo do pobre milionário, tem Gustavo Mioto em sua estreia como ator. As gravações da primeira começam ainda em 2025, com estreia prevista para 2026 no Globoplay.

O formato exige adaptações técnicas, como razão de aspecto 9:16 e narrativas com clímax iniciais e finais para prender a atenção imediata.

Características técnicas das produções

O desenvolvimento de novelas verticais altera a direção de arte tradicional. Espaços cenográficos reduzem-se para priorizar closes em rostos e ações centrais.

Figurinismo e maquiagem ganham destaque, explorando detalhes visuais que se destacam em telas pequenas. Diretores ajustam a composição de quadros para evitar perdas em ambientações amplas.

  • Episódios duram de 1 a 3 minutos, otimizados para consumo móvel.
  • Roteiros iniciam e terminam em pontos de alta tensão narrativa.
  • Produção custa menos que novelas convencionais, facilitando testes rápidos.

Origem global do formato

Produções verticais surgiram na China em 2018, com plataformas como ReelShort popularizando microdramas.

Durante a pandemia de Covid-19, o consumo cresceu 300% em vídeos curtos, segundo dados de apps como TikTok. Países como Estados Unidos e Turquia adotaram o modelo, com tramas de romance e reviravoltas.

No Brasil, emissoras como Globo absorvem a tendência para integrar TV aberta e streaming.

Adaptações locais incluem histórias de herança e traição, adaptadas de sucessos asiáticos. O formato atende a 90% da população com acesso a smartphones, conforme o IBGE.

Elenco e trama de Tudo por uma segunda chance

Paula, interpretada por Debora Ozório, planeja casamento com Lucas, vivido por Daniel Rangel. Soraia, papel de Jade Picon, inveja a amiga e mira a fortuna da família do noivo.

Lilia Cabral entra como mãe do protagonista, adicionando camadas familiares à intriga. O roteiro de Rodrigo Lassance enfatiza ganchos rápidos para episódios de 50 no total.

Direção de Adriano Melo foca em diálogos diretos e expressões faciais intensas. A novela integra-se à trama de Dona de Mim, novela das sete, para crossovers.

Gravações ocorrem nos Estúdios Globo, com testes iniciais já realizados. Jade Picon prepara-se com estudos de atuação após Travessia, em 2022.

Detalhes de Cinderela e o segredo do pobre milionário

Gustavo Mioto assume o protagonista em sua primeira experiência como ator. A história segue uma jovem comum que descobre o segredo de um milionário disfarçado.

Yana Sardenberg e Maya Aniceto coestrelam, com Caio Paduan como vilão. Escrita por Ricardo Hofstetter, a trama tem 50 capítulos de até 2 minutos.

Estreia em dezembro de 2025 no Globoplay, com episódios iniciais gratuitos no YouTube. O cantor compartilhou bastidores, destacando o ritmo acelerado das filmagens.

Estratégia de distribuição e público-alvo

Plataformas como Globoplay liberam os primeiros 6 a 7 episódios gratuitamente para usuários logados. Conteúdo posterior restringe-se a assinantes, priorizando visualização móvel.

A Globo mira classes médias e baixas com rotinas agitadas, que consomem conteúdo em transportes ou pausas. O formato promove ansiedade por resoluções rápidas, sem profundidade reflexiva.

  • Integração com redes sociais amplia alcance orgânico.
  • Métricas digitais medem retenção e compartilhamentos.
  • Parcerias com TikTok testam exibições externas.

Adaptações narrativas para telas verticais

Roteiristas priorizam enredos estereotipados com vilões caricatos e romances diretos. Ausência de tempo amplo acelera conflitos para clímax constantes.

Público busca distrações curtas, adaptando-se a vidas cotidianas fragmentadas. Trilhas sonoras emotivas pontuam momentos chave em episódios breves.

A transição de novelas longas para verticais reflete mudanças em hábitos de consumo digital.

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