O discurso de Trump ocorreu em um momento em que suas políticas de imigração ganham o noticiário. Na semana passada, um agente do ICE matou com um tiro Alex Pretti, de Minneapolis, maior cidade do estado de Minnesota, também no Meio-Oeste. Na mesma cidade, em 7 de janeiro, outro agente assassinou a escritora Renée Good, outra cidadã americana.
Trump se referiu aos manifestantes anti-ICE como “insurgentes pagos”. “Eles são pagos”, disse Trump. “São todos agitadores pagos, só isso. São pagos para ir e… nem sabem quando os entrevistam. ‘Por que você está aqui? Não sei.’ Eles não têm a menor ideia. São insurgentes pagos, na verdade, em alguns casos. São doentes mentais”, afirmou.
Sobre a política imigratória, afirmou que imigrantes poderiam “explodir nossos centros comerciais, explodir nossas fazendas, matar pessoas”. Ele disse que o crime em Minnesota será eliminado depois que os detidos pelo ICE forem deportados.
Dois por cento da população são responsáveis por 90% dos crimes. Então, quando você começa a dizimar esses 2%, bum!”
Donald Trump
Trump também coleciona polêmicas internacionais. O presidente americano capturou o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em uma ação militar e vêm ameaçando anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Sobre Maduro, disse no discurso que “uma operação espetacular” capturou “o ditador Maduro para enfrentar a Justiça americana”. “Ninguém foi morto. Não do nosso lado”, disse.
Graças a tudo isso, a popularidade de Trump atingiu os níveis mais baixos de seu segundo mandato. Sua aprovação geral caiu para cerca de 38%, de acordo com pesquisa da revista Reuters/Ipsos divulgada ontem (26).

