Tragédia em campus: Homem baleia funcionária e tira a própria vida dentro do Cefet no Maracanã

Um ataque com arma de fogo foi registrado no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), no campus Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (28 de novembro de 2025). Um homem, cuja identidade e função na instituição estão sendo apuradas pela polícia, disparou contra uma mulher e, em seguida, tirou a própria vida dentro da área da faculdade. O incidente ocorreu por volta das 15h50, hora local, gerando um imediato acionamento das forças de segurança.

O local do crime, uma das principais instituições de ensino técnico e superior do estado, foi rapidamente isolado pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros. A vítima, uma mulher que seria funcionária ou integrante da diretoria do Cefet, foi prontamente atendida e retirada de maca da instituição. Ela foi levada a um hospital da região e o estado de saúde dela não foi divulgado até a última atualização desta reportagem, mas informações iniciais indicam ferimentos graves.

Ações de emergência mobilizaram diversos estudantes e servidores. Muitos relataram ter se escondido em salas e departamentos após ouvirem os disparos. Um aluno, identificado como Jonathan, descreveu ter escutado cerca de quatro barulhos altos e só percebeu a gravidade da situação após ser alertado por outro colega sobre a ocorrência do tiroteio.

A investigação do caso está sob responsabilidade da 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira), que iniciou a perícia no local.

A cronologia dos disparos no ambiente acadêmico

O alerta inicial às autoridades foi dado pouco antes das 16h00, horário de maior movimento no campus, que atende a milhares de alunos em diversos níveis de ensino. O acionamento oficial do Corpo de Bombeiros, que chegou rapidamente ao endereço na Rua General Canabarro, foi registrado às 15h50. A rápida resposta visou não apenas o socorro à vítima, mas também a segurança de todo o corpo discente e administrativo.

Assim que a Polícia Militar chegou, o campus foi cercado e as equipes de negociação e resgate foram mobilizadas. Foi neste momento que as autoridades confirmaram o óbito do atirador, que cometeu suicídio logo após alvejar a mulher. O nome e o cargo do agressor não foram imediatamente divulgados, mas apurações preliminares sugerem que ele também era um funcionário da unidade.

Muitos estudantes deixaram o Cefet espontaneamente ou foram orientados a sair, seguindo protocolos de segurança interna. A saída em massa de alunos e funcionários ocorreu de forma coordenada, apesar do clima de apreensão. A instituição suspendeu imediatamente todas as atividades letivas e administrativas para garantir o trabalho das equipes policiais.

Relatos de estudantes e o isolamento da área

A tensão se espalhou rapidamente entre os departamentos da instituição, que possui um grande número de blocos e prédios interligados. Os relatos de quem estava presente ajudam a traçar o cenário de confusão inicial, seguido pelo confinamento e, posteriormente, pela evacuação.

  • Muitos alunos se trancaram em salas de aula e laboratórios, seguindo as orientações de professores.
  • Os barulhos dos disparos foram descritos como secos e em rápida sucessão.
  • A confirmação de que se tratava de um incidente grave chegou através de comunicações internas e grupos de mensagens.

O Maracanã é um bairro central do Rio de Janeiro, e a presença ostensiva da polícia na área atraiu a atenção de moradores e comerciantes vizinhos. Viaturas isolaram as ruas próximas ao acesso principal da faculdade, restringindo o trânsito de pessoas e veículos. A perícia técnica, coordenada pela Polícia Civil, demorou horas para realizar o levantamento de dados no local exato onde os corpos foram encontrados, procedimento padrão em casos de homicídio seguido de suicídio.

Procedimentos da delegacia responsável pelo caso

A 18ª DP (Praça da Bandeira) instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias exatas do atentado. O foco das investigações está em determinar a relação entre o atirador e a vítima, além da motivação do crime. A linha de investigação inicial trabalha com a hipótese de um crime passional ou de um desentendimento interno, já que ambos os envolvidos seriam ligados ao quadro funcional da unidade.

A Polícia Civil está coletando depoimentos de testemunhas-chave, incluindo o estudante Jonathan e outros funcionários que estavam próximos ao local. A análise das imagens de segurança do campus será fundamental para reconstruir a trajetória do atirador dentro da instituição e o momento exato do ataque. Este material deve ajudar a esclarecer se houve alguma alteração no comportamento do agressor nos momentos que antecederam a ação.

Histórico da unidade e segurança interna

O Cefet Maracanã, uma das unidades mais antigas e tradicionais de ensino federal, nunca havia registrado um incidente de violência extrema dessa natureza em sua história recente. A unidade possui um rigoroso controle de acesso para veículos e um sistema de identificação para alunos e servidores. No entanto, a entrada de armas de fogo no campus por um funcionário levanta questões sobre a eficácia dos procedimentos de segurança interna para prevenção de violência entre o próprio corpo técnico.

Esta unidade é conhecida por oferecer cursos técnicos de alta demanda e diversas graduações e pós-graduações, mantendo um fluxo diário de milhares de pessoas. A violência registrada choca a comunidade acadêmica e ressalta a complexidade dos temas de segurança e saúde mental em ambientes de trabalho e estudo, mesmo em instituições de referência. O caso será investigado de forma minuciosa para que todos os detalhes sejam esclarecidos.

Repercussão institucional e suspensão de aulas

A direção do Cefet/RJ emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o ocorrido e manifestando solidariedade aos familiares da vítima. A nota confirmou a suspensão das atividades acadêmicas e administrativas por tempo indeterminado no campus Maracanã, como medida de luto e para facilitar o trabalho da polícia. A instituição também informou que oferecerá apoio psicológico aos estudantes e funcionários que presenciaram ou foram afetados pelo ocorrido.

O incidente desta sexta-feira impõe uma pausa forçada nas atividades do campus e exige uma reavaliação completa das medidas de proteção. O debate sobre a segurança em ambientes educacionais, especialmente aqueles com grande circulação de pessoas, deve ser intensificado após o ocorrido. O foco das próximas ações institucionais será na recuperação do ambiente de convivência e na garantia de um retorno seguro para todos os membros da comunidade.