Em assembleia realizada nesta segunda-feira (3), os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve a partir do primeiro minuto de terça-feira (4).
As linhas 11 Coral, 12 Safira e 13 Jade serão afetadas com a paralisação. Não há um prazo definido para a greve. A Prefeitura de São Paulo confirma a suspensão do rodízio.
A categoria protesta contra a privatização das linhas para a concessionária Trivia Trens.
Após um incêndio ocorrido em um vagão no último mês, a operação voltou para a CPTM por 90 dias, em determinação do governo de São Paulo.
Segundo a Artesp, a medida foi tomada para garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora Trivia Trens.
Os funcionários querem a garantia da manutenção dos empregos.
O governo de São Paulo foi procurado pela CNN Brasil e se manifestou por meio de nota.
Segundo a CPTM, a greve não ajuda os trabalhadores.”A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, diz trecho do posicionamento.
O governo ainda afirma que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho “que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato, completa a nota governamental.
Sobre o funcionamento do restante das linhas a gestão estadual confirma o funcionamento. “As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros”, finaliza o comunicado.

