Terremoto em Luís Eduardo Magalhães provoca relatos de vibrações em cidades vizinhas da Bahia

Redação
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Terremoto em Luís Eduardo Magalhães provoca relatos de vibrações em cidades vizinhas da Bahia
Tremor de terra entre Tocantins e Bahia

Tremor de terra entre Tocantins e Bahia – Foto: Rede Sismográfica Brasileira/Divulgação

Um tremor de terra de magnitude 4,4 na escala Richter ocorreu na manhã desta terça-feira, 14 de outubro de 2025, com epicentro em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O abalo, registrado por volta das 10h14, foi sentido também em cidades vizinhas e na região sudeste do Tocantins, como Taguatinga. Autoridades monitoram a situação, mas não há registros de danos materiais ou vítimas até o momento.

Moradores descreveram o evento como uma vibração breve e intensa. Em prédios e residências, objetos se moveram ligeiramente, e janelas emitiram ruídos. A Defesa Civil local ativou protocolos de verificação preventiva.

  • Vibrações duraram cerca de 5 a 10 segundos.
  • Sensação comparada a passagem de veículo pesado.
  • Áudios em grupos locais capturaram o som do abalo.

Especialistas confirmam que o fenômeno decorre de pressões geológicas na crosta terrestre, comum na região Nordeste.

Detalhes técnicos do abalo sísmico

Monitoramento pelas redes sismográficas

A Rede Sismográfica Brasileira identificou o epicentro próximo ao povoado Novo Paraná, em Luís Eduardo Magalhães. Estações de monitoramento na Universidade Federal do Rio Grande do Norte analisaram os dados em tempo real. O evento alcançou intensidade moderada, suficiente para ser percebido em raios de até 50 quilômetros.

Dados preliminares indicam profundidade de aproximadamente 5 quilômetros. Não houve réplicas imediatas reportadas. Técnicos da instituição continuam a coletar informações de estações regionais.

A magnitude foi calculada pela escala de momento, que mede o deslocamento da crosta. Esse método oferece precisão maior que escalas antigas.

Ocorrências recentes na Bahia

Tremores de baixa intensidade ocorrem com frequência no estado. Em maio de 2025, foram registrados 22 eventos, o maior número no Nordeste brasileiro. Jacobina concentrou nove abalos, todos abaixo de 2,4 na escala Richter.

No dia 11 de outubro, um sismo de 1,9 magnitude atingiu Jacobina. Em junho, um tremor de 3,0 foi sentido na Ilha de Itaparica. Esses registros reforçam a atividade sísmica moderada na região.

  • Maior evento em 2023: 6,6 no Amazonas, sem danos.
  • Bahia lidera registros nordestinos em 2025.
  • Falhas geológicas reativadas causam a maioria.

O Brasil, em placa tectônica estável, registra poucos sismos intensos.

Atividades geológicas na região Oeste

Pressões acumuladas em falhas locais provocam esses abalos. A crosta terrestre na Bahia apresenta linhas de fraqueza ativadas por movimentos sutis. Geólogos explicam que o país fica distante de bordas de placas, reduzindo riscos de eventos maiores.

Estudos da Universidade de São Paulo indicam que tremores acima de 4,0 são raros, mas perceptíveis. Em Luís Eduardo Magalhães, o solo arenoso amplifica vibrações em estruturas leves. Monitoramento contínuo ajuda a mapear padrões.

A atividade não relaciona-se a fatores climáticos atuais. Registros históricos mostram ciclos irregulares na área.

Procedimentos de verificação local

A Defesa Civil de Luís Eduardo Magalhães inspecionou edifícios públicos após o tremor. Equipes verificaram pontes e vias de acesso na região Oeste. Nenhum problema estrutural foi identificado.

Em Taguatinga, no Tocantins, bombeiros orientaram moradores sobre posturas seguras durante abalos. Hospitais reportaram atendimentos isolados por ansiedade, sem lesões graves.

  • Manter distância de janelas e móveis pesados.
  • Evacuar edifícios em caso de réplicas.
  • Reportar danos ao serviço de emergência.

Autoridades recomendam apps de alerta sísmico para atualizações.

Frequência de eventos no Nordeste

O Nordeste brasileiro concentra cerca de 60% dos tremores nacionais anuais, segundo dados de laboratórios sismológicos. Em 2025, a Bahia já acumula mais de 30 registros confirmados. Esses números derivam de avanços em redes de sensores instalados desde 2010.

Eventos de magnitude entre 3,0 e 4,5 representam 70% dos casos na região. O Laboratório Sismológico da UFRN processa milhares de sinais mensais. Padrões indicam picos em períodos secos, possivelmente por variações térmicas no subsolo.

Comparações com anos anteriores mostram estabilidade. Em 2024, foram 25 tremores baianos. A conscientização pública cresceu com campanhas educativas. Esses fatos sustentam que, apesar da frequência, impactos permanecem mínimos.

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