Taxa de hipoteca fixa de 30 anos nos EUA cai para 6,19% e impulsiona vendas de imóveis existentes

Aluguel

Aluguel – Foto: Andrey_Popov/shutterstock.com

A Freddie Mac divulgou nesta quinta-feira os dados semanais sobre taxas de hipoteca nos Estados Unidos. A taxa média para empréstimos fixos de 30 anos registrou queda para 6,19% na semana encerrada em 23 de outubro. Essa redução representa o menor nível do ano de 2025 e ocorre em meio a sinais de desaceleração econômica.

Compradores de imóveis aguardavam alívio nos custos de financiamento há meses. A diminuição de 0,08 ponto percentual em relação à semana anterior facilita o acesso ao crédito imobiliário. Analistas atribuem o movimento a expectativas de corte nos juros pelo Federal Reserve.

O mercado reage com otimismo moderado. Vendas de casas usadas aumentaram no ritmo mais rápido em sete meses, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis. Preços de imóveis em áreas metropolitanas principais mostram sinais de estabilização.

  • Pedidos de refinanciamento representam mais da metade das aplicações de hipoteca.
  • Descontos em negociações de venda atingiram 1,4% abaixo do valor pedido em setembro.
  • Estoque de imóveis disponíveis cresceu, beneficiando potenciais adquirentes.

Influência do Federal Reserve nas taxas atuais

O Federal Reserve influencia indiretamente as taxas de hipoteca por meio de suas decisões sobre juros básicos. Mercados antecipam um corte em outubro como medida de quase certeza para conter a deterioração no emprego. Essa expectativa pressiona os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos para baixo.

Dados econômicos limitados pela paralisação governamental destacam a importância desses indicadores. A Freddie Mac, sob tutela federal, mantém a publicação semanal inalterada. Economistas preveem que as taxas permaneçam entre 6% e 7% até 2026, com leve declínio possível.

Comparação com níveis iniciais de 2025

No início de 2025, a taxa fixa de 30 anos superava 7%. Essa elevação travou o mercado, com compradores adiando decisões por custos altos. Hoje, o patamar quase um ponto percentual inferior restaura confiança em investimentos imobiliários.

A variação reflete ajustes na política monetária. Em janeiro, médias próximas a 6,96% já sinalizavam tensão, mas quedas subsequentes aliviavam o setor. Regiões como Flórida e Califórnia registram maior volume de consultas para financiamentos.

O impacto se estende a refinanciamentos. Proprietários com contratos antigos buscam renegociações para reduzir pagamentos mensais. Essa tendência sustenta a liquidez no mercado de títulos lastreados em hipotecas.

Casa, projeto, reforma
Casa, projeto, reforma – Foto: nuttapong punna/istock

Evolução das vendas no setor imobiliário

Vendas de imóveis usados cresceram em setembro, conforme relatório da Associação Nacional de Corretores. O aumento ocorre após meses de estagnação, impulsionado pela melhora na acessibilidade. Corretores relatam maior negociação em descontos.

Preços médios de casas caíram em várias metrópoles. Em setembro, o imóvel típico vendeu por 1,4% abaixo do pedido, maior desconto desde 2019. Essa dinâmica equilibra oferta e demanda, favorecendo compradores de primeira viagem.

O estoque disponível expandiu ligeiramente. Regiões metropolitanas veem mais listagens, o que pressiona valores para baixo. Analistas monitoram se o ritmo persiste com a continuidade das quedas nas taxas.

Fatores regionais influenciam o quadro. Áreas com forte migração interna, como o Sul dos EUA, mostram recuperação mais rápida. No entanto, centros urbanos enfrentam desafios com oferta limitada de unidades acessíveis.

Fatores econômicos por trás da queda

Sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho contribuem para as expectativas de cortes no Fed. Desemprego em níveis baixos, mas desaceleração nos salários, orienta políticas expansionistas. Rendimentos de títulos reagem com queda, arrastando as hipotecas.

A paralisação governamental interrompe fluxos de dados, mas indicadores como esses persistem. Economistas da Zillow projetam manutenção em faixas elevadas, com declínio gradual. Essa estabilidade permite planejamento para mutuários.

Inflação controlada apoia o cenário. Embora persistente em alguns setores, a moderação geral facilita ajustes monetários. Bancos centrais monitoram impactos em cadeias de suprimentos imobiliárias.

Perspectivas para refinanciamentos e compras

Refinanciamentos lideram as aplicações de crédito. Mais de 50% dos pedidos visam redução de custos em contratos existentes. Essa atividade injeta liquidez no sistema financeiro, beneficiando instituições de crédito.

Compradores de primeira viagem ganham margem. Com taxas em 6,19%, pagamentos mensais tornam-se viáveis para rendas médias. Programas de garantia governamental, como FHA, ampliam opções para perfis variados.

O setor de construção acompanha a tendência. Inícios de novas obras aumentam em resposta à demanda reprimida. Materiais e mão de obra se ajustam, mantendo custos controlados em projetos residenciais.

Regiões periféricas urbanas veem maior adesão. Famílias optam por subúrbios com acessos melhorados, onde preços crescem a ritmos moderados. Essa migração interna reforça o equilíbrio nacional.

Descontos e negociações em setembro

Casas venderam com descontos recordes em setembro. O valor médio ficou 1,4% abaixo do listado, conforme Redfin. Essa concessão reflete vendedores ávidos por fechamentos rápidos.

Negociações ganharam tração com compradores mais assertivos. Agentes reportam prazos de 48 dias para contratos, maior que o ano anterior. O aumento no estoque facilita barganhas.

Fatores sazonais influenciam o período. Fim do verão impulsiona listagens, elevando opções. Compradores aproveitam para inspecionar propriedades em detalhes.

Dados regionais variam. Mercados quentes como Miami mantêm descontos menores, enquanto áreas do Meio-Oeste oferecem margens maiores. Essa heterogeneidade orienta estratégias de aquisição.

logomixvale 1 Taxa de hipoteca fixa de 30 anos nos EUA cai para 6,19% e impulsiona vendas de imóveis existentes