Superlua final de 2025 encanta planetas inteiros em fenômeno visível em todos os continentes

A última superlua de 2025 atingiu seu pico nesta quinta-feira (4), sendo visível em todos os continentes habitados. O fenômeno ocorreu quando a Lua cheia coincidiu com o perigeu, ponto mais próximo da Terra em sua órbita elíptica. Com distância de aproximadamente 357.628 quilômetros, o satélite apareceu até 14% maior e 30% mais brilhante que uma lua cheia comum.

Milhares de pessoas em diferentes fusos horários registraram o evento entre a noite de quarta (3) e a madrugada de sexta (5), dependendo da localização. Cidades como Tóquio, Nova York, Londres, Sydney, Cidade do Cabo e São Paulo tiveram condições favoráveis de observação.

  • O evento marcou o quarto e último do calendário de superluas de 2025.
  • As anteriores aconteceram em 18 de setembro, 17 de outubro e 15 de novembro.
  • A próxima superlua só ocorrerá em outubro de 2026.

Visibilidade em diferentes regiões

Na Ásia e Oceania, a superlua foi vista na noite de quarta-feira (3) para quinta-feira (4). Em Tóquio, o nascer da Lua ocorreu por volta das 16h30 no horário local, com céu limpo.

Na Europa e África, o pico aconteceu na noite de quinta-feira. Londres registrou o satélite emergindo às 16h45 GMT, enquanto Joanesburgo observou às 19h locais.

Nas Américas, o fenômeno se estendeu da noite de quinta até a madrugada de sexta. Nova York viu a Lua cheia às 19h42 EST, e Los Angeles às 16h42 PST.

Características técnicas do perigeu

A distância exata no momento do perigeu foi de 357.628 quilômetros, medida registrada às 18h42 no horário de Brasília. Esse valor representa redução de cerca de 50 mil quilômetros em relação ao apogeu.

O aumento de brilho chega a 30% devido à lei do inverso do quadrado da distância. O diâmetro aparente cresce 14% em relação à média anual.

Astrônomos adotam critérios variados para classificar superluas. A definição mais aceita considera o evento quando a lua cheia ocorre a menos de 361 mil quilômetros da Terra.

Registro em grandes cidades

Em Paris, milhares se reuniram próximo à Torre Eiffel para acompanhar o nascer lunar. Na China, milhões compartilharam imagens nas redes a partir de Xangai e Pequim.

Sydney destacou a superlua sobre a Opera House em transmissões ao vivo. Dubai registrou o fenômeno com a Lua alinhada ao Burj Khalifa.

Na América do Sul, Buenos Aires e Santiago tiveram céu parcialmente nublado, mas ainda permitiram boa visibilidade. Rio de Janeiro ofereceu imagens com o Cristo Redentor em primeiro plano.

Próximos eventos astronômicos

O ano de 2026 terá apenas duas superluas confirmadas até o momento. A primeira está prevista para 3 de outubro, seguida por outra em novembro.

Os eclipses lunares e solares dominarão o calendário astronômico de 2026. Um eclipse lunar total será visível em março em partes da Ásia e América.

Condições meteorológicas globais

A maior parte dos hemisférios Norte e Sul apresentou condições favoráveis. Regiões da Europa Central enfrentaram nebulosidade, mas ainda registraram o fenômeno.

Na Ásia, a ausência de monções de inverno garantiu céu limpo em grande parte do continente. A América do Norte beneficiou-se de frente fria que afastou nuvens.

Impacto nas marés e observações científicas

O perigeu provoca marés de sizígia mais intensas em até 20% em relação ao normal. Portos costeiros emitiram alertas para navegação em algumas regiões.

Observatórios como o Europeu do Sul (ESO) e o Mauna Kea aproveitaram para testes de equipamentos. Institutos espaciais monitoraram variações gravitacionais mínimas.

O fenômeno encerrou o ciclo de quatro superluas consecutivas iniciado em setembro de 2025, configurando-se como um dos anos mais ricos em eventos do tipo na década.