Superlua – m-gucci/ iStock
A superlua ocorre quando a lua cheia se alinha com o perigeu, ponto mais próximo da Terra em sua órbita elíptica. Nesta quarta-feira, 5 de novembro, o fenômeno atinge o auge em todo o Brasil, com o satélite a cerca de 357 mil quilômetros de distância. Astrônomos confirmam que essa será a maior e mais brilhante lua cheia do ano, visível a olho nu sem equipamentos.
O evento coincide com a lua cheia conhecida como Beaver Moon, nome tradicional do hemisfério norte ligado à atividade de castores no outono. No Brasil, o pico de observação acontece ao anoitecer, por volta das 18h40 no horário de Brasília. Condições climáticas favoráveis em grande parte do território nacional facilitam a visualização clara.
- A lua aparece 14% maior que o normal.
- Seu brilho aumenta em até 30% em comparação com luas cheias comuns.
- O fenômeno dura cerca de três dias, com pico na noite de quarta para quinta.
Definição astronômica do perigeu lunar
O perigeu marca o momento em que a lua atinge sua menor distância à Terra durante o ciclo orbital. Essa posição elíptica, e não circular, explica variações no tamanho aparente do satélite. Em novembro, o perigeu ocorre exatamente durante a fase cheia, resultando na superlua.
Astrônomos do Observatório Nacional classificam o evento como superlua quando a lua está a menos de 360 mil quilômetros. Essa distância média de 384 mil quilômetros diminui para 357 mil nesta data, ampliando o diâmetro visível. O fenômeno não altera o ciclo lunar padrão de 29,5 dias.
Datas das superluas anuais
Em 2025, três superluas pontuam o calendário astronômico brasileiro. A primeira registrou-se em 7 de outubro, com a lua a 363 mil quilômetros. A de novembro destaca-se pela proximidade recorde, seguida pela última em 4 de dezembro.
O Observatório Nacional lista essas ocorrências com base em cálculos precisos de órbita. Cada superlua varia ligeiramente em tamanho devido à inclinação orbital. Registros históricos mostram que 2025 repete padrões de anos anteriores, com eventos concentrados no final do ano.
- Outubro: Primeira superlua do ano, com brilho moderado.
- Novembro: Pico de luminosidade e tamanho.
- Dezembro: Encerramento da sequência anual.
Essas datas auxiliam planejamentos de observação em planetários e eventos públicos.
Como preparar a observação ideal
Escolha locais com pouca poluição luminosa, como parques ou áreas rurais. O horizonte leste oferece a melhor vista ao pôr do sol, quando a lua emerge. Evite nuvens densas, comuns em regiões sul e sudeste nesta época.
Equipamentos simples, como binóculos, realçam crateras e mares lunares. Aplicativos de astronomia indicam a posição exata no céu. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, observatórios abrem portas gratuitas para o público.
A visibilidade estende-se por todo o território, de Norte a Sul. Regiões amazônicas e pantaneiras proporcionam céus mais escuros. Registre fotos com tripé para estabilidade durante a exposição longa.
Outros eventos celestes próximos
A superlua de novembro sobrepõe-se à chuva de meteoros Taurídeos, ativa até 20 de novembro. O pico ocorre na noite de 4 para 5, com até 15 meteoros por hora. Esses rastros curtos complementam o brilho lunar.
Leonídeos iniciam em 6 de novembro, com potencial de 15 meteoros visíveis. Eclipses lunares de março e setembro marcam o ano, mas não interferem nesta fase. Conjunturas planetárias, como Júpiter e Saturno, adicionam pontos de interesse no céu.
Influências culturais históricas
Tradições indígenas associam luas cheias a ciclos agrícolas e de caça. No Brasil, povos como os Guarani observam o satélite para rituais de plantio. Nomes como “lua dos castores” derivam de povos nativos norte-americanos, adaptados globalmente.
Registros europeus do século XVI documentam superluas em crônicas náuticas. No contexto brasileiro, o fenômeno inspira festas populares em praias nordestinas. Folclore local relaciona o brilho intenso a lendas de sereias e navegadores.
Astrônomos modernos integram essas visões em educação pública. Museus de ciência promovem palestras temáticas. O evento reforça o vínculo cultural com o cosmos em comunidades rurais.
Dicas para fotografia amadora
Posicione o enquadramento com elementos terrestres, como árvores ou edifícios, para contraste. Use ISO baixo, em torno de 100, e velocidade de 1/125 segundo. Foque manualmente na lua para nitidez.
Edição posterior ajusta contraste sem exageros. Compartilhe em redes com hashtags específicas para visibilidade. Grupos online de astrofotografia oferecem tutoriais gratuitos.


