O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), afirmou ao Metrópoles que deve definir em abril o seu indicado à sucessão no comando do estado. Aliados do paranaense vinham defendendo que ele fizesse a escolha do nome um pouco antes, em março.
Pré-candidato à Presidência, Ratinho tem planejado lançar um nome do PSD como candidato ao Palácio Iguaçu. Três nomes disputam a preferência do governador: os secretários Guto Silva (Cidades) e Rafael Greca (Desenvolvimento Sustentável), e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi.
O governador tem afirmado a aliados que pretende consultar prefeitos e a base de partidos aliada ao governo para tomar uma decisão. Parlamentares que apoiam o governo Ratinho Júnior temem que a demora na definição do nome prejudique o desempenho da aliança e amplie a projeção do líder das pesquisas ao Iguaçu, senador Sergio Moro (União Brasil).
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O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Guto Silva (PSD), é um dos cotados para a sucessão de Ratinho Jr.
Orlando Kissner/Alep

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O secretário estadual de Cidades, Guto Silva (PSD), também é apontado como um dos possíveis candidatos de Ratinho à sucessão.
Reprodução/Assessoria Guto Silva

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Outro nome cotado na base de Ratinho Jr. é o do ex-prefeito de Curitiba e atual secretário do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca (PSD).
Rodrigo Fonseca/CMC
O presidente do PSD no Paraná, Sandro Alex, declarou que a indicação do sucessor será uma decisão “absolutamente do governador”.
Pessoas próximas de Ratinho afirmam que o governador já demonstrou predileção por Guto Silva. O secretário, contudo, registra baixo desempenho em pesquisas de intenção de voto e sondagens eleitorais realizadas pela base aliada do governador.
Membros do grupo político de Ratinho Júnior defendem que o governador escolha o candidato com mais chance de crescer na disputa. Um nome forte, avaliam, ajudaria a impulsionar candidatos da coligação do escolhido para a sucessão.
Os cotados para a sucessão de Ratinho Jr.
- O governador do Paraná, Ratinho Júnior, tem sinalizado que deve deixar o cargo até abril para estar apto a disputar o Palácio do Planalto.
- Em meio à possível saída do posto, o paranaense tenta construir o seu candidato à sucessão.
- Ele enfrenta divergências na base aliada e baixos desempenhos dos cotados nas sondagens eleitorais.
- Entre aliados do governador, três nomes aparecem como os principais na disputa pela indicação de Ratinho Júnior.
- O “preferido” do paranaense é o secretário estadual de Cidades, Guto Silva (PSD). Ele foi vereador em Pato Branco e deputado estadual por dois mandatos. Chefiou a Casa Civil de Ratinho e, em 2022, abriu mão de sua candidatura ao Senado para coordenar a campanha do atual governador.
- Rafael Greca (PSD), secretário de Desenvolvimento Sustentável, é outro nome do gabinete de Ratinho cotado para a sucessão. Ele foi prefeito de Curitiba por três vezes. Também teve mandatos como deputado federal e estadual, além de ter chefiado o Ministério do Esporte no governo Fernando Henrique Cardoso.
- O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (PSD), também é cotado. Ele está no seu sexto mandato como deputado estadual. Antes disso, foi vereador em Curitiba.
Líder das pesquisas
O senador Sergio Moro lidera as pesquisas ao governo do Paraná, mas enfrenta um impasse dentro da federação partidária entre União Brasil e PP.
Apoiado pelo União Brasil, Moro é rejeitado pelo PP estadual. O racha levou o PP do Paraná a se reunir, ainda no ano passado, para decidir que não endossaria uma candidatura do ex-juiz da Lava Jato.
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A divergência representa um problema para a oficialização de Sergio Moro na corrida ao Iguaçu: partidos unidos em federações não podem ter candidaturas discordantes.
Ao Metrópoles, Sergio Moro afirmou, no entanto, que a sua candidatura é “irreversível” e que não pretende deixar o União Brasil. Segundo ele, a cúpula nacional da sigla mantém apoio à sua candidatura.
Aliados de Sergio Moro acreditam que, nos próximos meses, a direção nacional do PP deverá “convencer” a representação local da sigla a entrar na candidatura do senador.
O estatuto da federação, que ainda precisa ser confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também abre caminho para resolver o impasse. Pelo texto, caso a divergência persista nas convenções de cada partido no próximo ano, cabe à direção nacional da aliança definir o candidato ao governo.


