A síndica de um condomínio em Goiânia acusada de deixar uma mangueira ligada das 9h da manhã às 3h da madrugada para encharcar o jardim externo do prédio, em Goiânia, com suposto objetivo de afastar cães que passeiam com os seus donos rebateu os fatos narrados por moradores ao Mais Goiás.
Por meio de um advogado, a mulher afirmou que no Residencial Liverpool há um “problema antigo referente à água do lençol freático”. A água que transbordava, segundo ele, era antes descartada na rua. Mas a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), continua o representante legal, notificou o prédio e orientou a cliente dele a usar a água para irrigar o jardim, porque dessa forma ela volta para o lençol freático.
“Não há desperdício de água, pois a água é do poço do lençol e é reutilizada na grama, que é a parte permeável. Também não há maus-tratos com animais ou algo do tipo”, argumenta ele.
O advogado diz que a mulher que gravou o vídeo mora no prédio vizinho e leva o animal para fazer necessidades na porta do prédio, grama e calçada e não limpa. O Mais Goiás ressalta, no entanto, que não foi ela que procurou a reportagem para fazer a denúncia.
Entenda a polêmica que envolve o residencial Liverpool
Moradores do Residencial Liverpool, localizado no setor Pedro Ludovico (em Goiânia), acusaram a síndica de deixar a mangueira ligada sobre o jardim externo no condomínio na maior parte do dia e da noite, há cerca de 15 dias, com o objetivo de encharcar o local e afastar os cães que passeiam ali com os donos.
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O comportamento da síndica gerou revolta e virou denúncia formalizada na Saneago e em outros órgãos de fiscalização. “O descarte de água potável acontece diariamente há pelo menos uma semana e meia”, diz a denúncia que foi protocolada na ouvidoria da AGR. “O alagamento constante do jardim ocorre, em média, das 9h da manhã às 3h da madrugada”.
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Um morador disse ao Mais Goiás que, “apesar das reiteradas denúncias, a Saneago não adotou nenhuma medida de fiscalização ou de responsabilização, nem em relação ao condomínio, nem em relação à síndica, que é a administradora responsável pelo local”. O prédio fica em uma região de alto poder aquisitivo.
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Os condôminos afirmam que a síndica é permissiva com outras irregularidades, como a de acomodar pilhas de saco de lixo no local da passagem de pedestres, mas que a principal irregularidade é o desperdício de água.
Assista ao vídeo que mostra mangueira ligada pela síndica no jardim externo do prédio
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