Simone Tebet confirma que será candidata ao Senado em SP após pedido de Lula

Redação
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Simone Tebet confirma que será candidata ao Senado em SP após pedido de Lula

(Folhapress) A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira (12) que vai concorrer ao Senado em São Paulo nas eleições em outubro. Ela deve deixar o cargo na pasta até o fim de março.

Em entrevista a jornalistas em Mato Grosso do Sul, seu domicílio eleitoral, Tebet afirmou que a decisão foi tomada após um pedido do presidente Lula (PT). Ela também disse ter conversado com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), que fez o mesmo apelo do petista.

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“Decidi cumprir a missão. São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política […] Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, declarou a ministra.

“São Paulo me deu mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde as ideias que eu proponho têm mais aceitação, de ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica”, completou.

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Tebet relatou ter conversado “informalmente” com Lula sobre a sua candidatura em São Paulo em 27 de janeiro em um voo para o Panamá e afirmou que eles voltaram a falar sobre o tema de forma mais reservada na semana passada durante uma ida ao estado paulista.

Apesar de afirmar que “está indo pelas mãos” de Alckmin, Simone Tebet não confirmou que vai se filiar ao PSB, o que deve ocorrer. “Agora é outra etapa. Nós temos pelo menos até o dia 2 de abril, talvez um pouco antes que isso, para tomar todas as outras decisões”, disse.

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Ministra Simone Tebet (Foto: Agência Brasil)

Seu partido, o MDB, apoia o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Outra ala da sigla, porém, defende aliança nacional com a chapa do petista.

Como mostrou a Folha, Lula vai nomear o secretário especial de análise governamental da Casa Civil, Bruno Moretti, como ministro do Planejamento. Segundo um ministro ouvido pela reportagem, Moretti tem o apreço e a confiança de Lula, com quem o técnico despacha sobre diferentes assuntos.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que, em um cenário sem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que deve concorrer ao governo do estado, Tebet aparece com 25% das intenções de voto ao Senado, atrás apenas de Alckmin, com 31%.

Outros três ministros de Lula, Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, e Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral, aparecem logo em seguida com 21%, 20% e 15% dos votos, respectivamente.

Dentre os pré-candidatos da direita, os mais bem posicionados são os deputados federais Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo), ambos pontuando 13%.

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Além disso, segundo o Datafolha, 58% dos que pretendem votar em Lula para presidente escolhem Haddad para o Senado, e 38% vão com Tebet.

O levantamento foi realizado de 3 a 5 de março. Foram 1.608 entrevistas em todo o estado de São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com a população de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

A debandada de ministros em ano eleitoral é comum porque só pode se candidatar quem se descompatibilizar ao menos seis meses antes da eleição. Uma ordem de Lula, porém, deu mais peso ao movimento.

O presidente quer ter o maior número de aliados em candidaturas fortes nos estados. Eles terão tanto a função de fazer campanha pela reeleição de Lula em suas bases eleitorais quanto a de eleger senadores, um dos grandes objetivos do partido.

Haddad confirmou na terça (10) que deixará a Fazenda, mas disse que ainda não bateu o martelo sobre sua candidatura ao governo do estado. Ele afirmou que isso ainda está sendo discutido, e que uma definição depende da composição completa da chapa.

O mais provável é que, além de Tebet, Marina Silva também seja candidata ao Senado pelo estado na chapa de Haddad. A tendência é que a ministra do Meio Ambiente migre da Rede para o PT.

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