Panfleto do serviço Conforto Amigo de “personal friend”. — Foto: Redes sociais/Reprodução
A empresária Cleise Souza Ferreira, de 46 anos, lançou em agosto o serviço de personal friend na capital federal, oferecendo companhia paga para passeios e eventos sociais. O modelo, conhecido como amigo de aluguel, atende clientes de 18 a 89 anos em locais públicos como parques e restaurantes. A iniciativa visa proporcionar interações momentâneas, com cobrança por hora variando de R$ 25 a R$ 250, dependendo do pacote.
Até o momento, o serviço registrou 10 atendimentos, incluindo roteiros personalizados como caminhadas e visitas a cafés.
- Passeios iniciais custam R$ 50 pela primeira hora.
- Horas adicionais saem por R$ 25 cada.
- Pacotes de cinco horas totalizam R$ 250.
Cleise, que também atua como cuidadora de idosos, inclui 30 minutos de chamada de vídeo gratuita antes dos encontros.
Detalhes da cobrança e limites do serviço
A cobrança segue modelo horário para garantir flexibilidade aos clientes no Distrito Federal. Pacotes são negociados para eventos mais longos, como casamentos ou shows, com valores ajustados conforme a duração.
O serviço enfatiza que não substitui apoio profissional em saúde mental, focando apenas em companhia social. Cleise explica que as conversas ocorrem de forma natural, sem direcionamentos terapêuticos, priorizando empatia e escuta ativa.
Clientes recebem orientação prévia sobre o escopo, evitando expectativas de intervenções emocionais profundas.
Experiências de clientes com o personal friend
Um servidor público de 34 anos contratou o serviço após sete meses em Brasília, sentindo dificuldade para integrar grupos sociais no trabalho. Ele optou por um passeio no Pontão do Lago Sul, local frequentado por famílias e turistas.
Após o encontro, o cliente relatou maior confiança para iniciar novas relações, descrevendo o momento como um passo para superar a timidez em ambientes novos.
Thaynara Ferreira da Costa, de 29 anos, repetiu o atendimento em um restaurante no mesmo ponto turístico na sexta-feira, 26 de setembro. Ela destacou a acessibilidade do serviço e o conforto proporcionado pela companhia durante a refeição.
A profissional e a cliente compartilharam fotos do encontro em redes sociais, ilustrando o formato casual dos programas.
Origem do serviço no Brasil e expansão
O conceito de personal friend surgiu no Japão e chegou ao Brasil por volta de 2018, inicialmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Profissionais como Renata Cruz, formada em direito e coaching, popularizaram o modelo com atendimentos presenciais e online.
No Distrito Federal, a expansão reflete o crescimento urbano e a migração de profissionais para a capital, aumentando demandas por interações sociais rápidas. Cleise integrou o serviço à sua empresa de cuidados, Conforto Amigo, ampliando o portfólio para públicos variados.
Outras cidades registram profissionais cobrando de R$ 50 a R$ 300 por hora, com foco em empatia e sigilo.
Atividades comuns nos encontros
Passeios incluem roteiros leves adaptados ao perfil do cliente, como visitas a parques ou sessões de karaokê em espaços públicos.
A seleção de locais prioriza acessibilidade e segurança, com duração definida previamente para evitar imprevistos.
- Caminhadas em áreas verdes como o Parque da Cidade.
- Refeições em restaurantes do Pontão.
- Participação em eventos culturais abertos.
Essas opções promovem interações sem compromisso de longo prazo, atendendo a rotinas agitadas de moradores da capital.
Perspectivas de crescimento no DF
A demanda por serviços de companhia paga aumenta com o envelhecimento da população e a mobilidade urbana no Distrito Federal. Dados do IBGE indicam que 15% dos residentes em Brasília vivem sozinhos, o que impulsiona opções como essa.
Cleise planeja treinar mais colegas para expandir os atendimentos, mantendo o foco em qualidade e conformidade com normas locais.
O modelo atrai tanto jovens profissionais quanto idosos, com relatos de repetição de contratos para atividades recorrentes.

