BRASÍLIA (Reuters) -O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil mensais e cria uma taxação mínima para pessoas de renda mais alta.
Aprovado de maneira unânime em votação simbólica, e sem mudanças em relação à versão produzida em outubro pela Câmara, o projeto segue direto para sanção presidencial.
O projeto mantém a taxação mínima de até 10% sobre pessoas de alta renda para compensar a perda de receita gerada pela isenção, medida proposta e defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da isenção para quem tem salário de até R$5 mil mensais, o projeto concede desconto aos que recebem até R$7.350.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agradeceu a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do relator da medida, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e afirmou que o projeto deve resultar em uma melhora em indicadores econômicos. Segundo ele, o texto deve ser enviado a Lula para a sanção sem alterações ou vetos.
“Da parte da Fazenda, não haverá nenhuma manifestação contrária ao que foi aprovado. Nós estamos de acordo com as alterações e vamos encaminhar à sanção integral”, disse Haddad em entrevista a jornalistas após a votação.
Com aprovação pelo Congresso e sanção presidencial ainda neste ano, a isenção ampliada começará a valer já em 2026, quando haverá eleições e com Lula em busca da reeleição.
Argumentando que o texto aprovado pela Câmara geraria déficits fiscais, o relator do texto articulou a votação de um projeto adicional que aumenta a tributação sobre apostas online e fintechs.
A iniciativa teve o objetivo de evitar alterações ao texto do IR, o que faria o projeto retornar para nova votação dos deputados.
A análise desse segundo projeto sobre bets e fintechs na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado está prevista para a próxima semana.
(Reportagem de Bernardo CaramReportagem adicional de Victor BorgesEdição de Maria Carolina Marcello e Pedro Fonseca)

