Sem água e comida: expedição de sobrevivência percorrerá Rio Vermelho de caiaque

Redação
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Sem água e comida: expedição de sobrevivência percorrerá Rio Vermelho de caiaque

O empresário Celso Elias da Silveira Borges, de 22 anos, lidera uma expedição de sobrevivência pelo Rio Vermelho, em Goiás. Morador de Inhumas, ele explica que a ação vai começar em 4 de junho de 2026 e o grupo, composto por seis amigos, percorrerá aproximadamente 60 quilômetros de caiaque entre a ponte de Britânia e o município de Aruanã. O objetivo, segundo ele, “é incentivar o uso consciente da bênção que é a nossa biodiversidade”.

Ao todo, serão cinco dias de trajeto. No período, os participantes enfrentarão o desafio sem qualquer apoio externo ou suprimentos prontos. Para isso, eles vão utilizar técnicas de pesca e conhecimentos de sobrevivência para a obtenção de água potável e alimento diretamente da natureza.

Celso tem divulgado a preparação nas redes sociais. Desde janeiro, o empresário já faz testes de hidratação, com filtros de água, garrafinhas dobráveis e cantil. Além disso, mostrou itens de fogo e como acendê-lo com pederneira. Em publicação mais recente, ele também mostrou como vai se proteger do frio durante a expedição. Entre os materiais, rede compacta, com cordas, isolante térmico, saco de dormir, travesseiro inflável e lona.

Celso conversou com o Mais Goiás sobre a aventura. Ele revelou que, desde criança, sempre foi um fã de programas de sobrevivência, como A Prova de Tudo (apresentado por Bear Grylls), Largados e Pelados, Ed Staford, além de “um amante de pesca esportiva e do meio ambiente. E sempre tive vontade de fazer uma aventura que unisse os dois mundos, essa mesmo já idealizo a realização há pelo menos 3 anos”, revela.

Segundo ele, nos últimos três anos tem adquirido equipamentos, aprendendo e testando técnicas de sobrevivência. “Porém, no início deste ano, decidi que iria realizá-la de um jeito ou de outro e intensifiquei a minha preparação, tanto técnica quanto física, para a jornada.” Além dele, participam da expedição os amigos John Renner, Pedro Tonhá, Leandro de Paula e Adalberto Filho, todos com experiências que variam de pesca esportiva ao uso do caiaque.

Questionado sobre o que espera da ação, Celso brinca. “Espero que possamos chegar vivos”, diz aos risos. “Porém, brincadeiras a parte, espero principalmente que essa aventura possa conscientizar todos os amantes de pesca, que é possível apreciar uma boa pescaria, convivendo de forma harmônica com o rio. Preservando a fauna e a flora e sem deixar resíduos, e consumindo apenas a quantidade necessária de peixes, sem abater filhotes e muito menos grandes exemplares ou espécies ameaçadas. Espero principalmente que essa aventura possa conscientizar e incentivar o uso consciente da benção que é a nossa biodiversidade.”

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Ansiedade

O empresário revelou ao Mais Goiás ansiedade pela chegada do dia da expedição. “Mau posso esperar para testar as técnicas que aprendi em uma simulação de sobrevivência real. Porém, até lá, tenho que treinar muito, tanto tecnicamente, quanto fisicamente. Até por que, essa aventura representa um risco real e não podemos ser irresponsáveis de enfrentá-la sem estarmos devidamente preparados.”

Questionado sem tem algum medo, ele afirma que não, pois tem testado todas as hipóteses negativas antes da expedição. “Vou com plena confiança de que seremos capazes de superar o desafio, até mesmo com contratempos”, afirma otimista.

Ele revela que não haverá suporte externo. Contudo, o grupo estabeleceu protocolos para cada tipo de problema. “Sobre saúde, todos os integrantes terão seu kit de primeiros socorros e, inclusive, realizaremos um curso de capacitação na área.” Ele revela eles estão com celular, mas para registro de imagens e aberturas de lives ao vivo da expedição três vezes ao dia. Apenas em caso de emergências as autoridades serão contatadas.

“Esses registros ao vivo só serão possíveis graças à Líder Tracker, que irá nos fornecer uma Starlink mini, tanto para fazermos as lives, quanto para nos comunicarmos com autoridades em casos de emergência. Além disso, estou projetando um sistema de geração de energia solar que possa alimentar as powerbanks necessárias para o uso da Starlink e o recarregamento das câmeras e telefones. Um outro cuidado que iremos tomar será o de avisar formalmente o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar sobre a nossa expedição, informando o local de saída e previsão de chegada, tudo para facilitar a ajuda em casos de necessidade”, detalha.

Sobre a escolha do Rio Vermelho, Celso explica que é um local onde pescou durante toda a sua vida, mas também pela localização estratégica, uma vez que possui fazendas ao longo de seu leito, o que pode ser fundamental em caso de resgate. Como mensagem, ele diz que “é importante que todos tenham consciência dos riscos que representam uma simulação de sobrevivência na natureza. E tendo isso em mente, que nunca realizem uma aventura assim sem estarem 100% preparados. As atividades outdoor são extremamente saudáveis, mas apenas quando se há responsabilidade e segurança”, finaliza.

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