Ponte caiu há mais de dez anos e, enquanto obra não começa, alunos enfrentam córrego. Prefeitura afirma que existe caminho alternativo
(TEM VÍDEO) Sem ponte, alunos atravessam córrego para conseguir chegar à escola em Crixás (Foto: Reprodução/Vídeo)
Crianças e adolescentes da zona rural de Crixás, na região Norte de Goiás, precisam atravessar um córrego a pé todos os dias para conseguir chegar à escola. A travessia ocorre mesmo durante a noite e em períodos de chuva forte, quando o nível da água sobe e aumenta o risco de acidentes. Vídeos gravados na região mostram estudantes assustados ao cruzar o Córrego Fundo, que fica no trajeto entre as casas e a unidade de ensino.
Segundo moradores, pelo menos 30 alunos dependem desse caminho diariamente. A situação se torna ainda mais difícil porque algumas famílias vivem a quase 30 quilômetros da escola, em áreas rurais afastadas. Em certos dias, o motorista da van escolar tenta passar pelo local com o veículo, mas quando a correnteza está forte, os próprios estudantes e familiares precisam atravessar a pé.
As imagens registradas revelam o medo dos alunos durante a travessia, principalmente quando o volume de água aumenta. Dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) indicam que, apenas neste mês, já choveu cerca de 180 milímetros na região, o que agravou a situação do córrego. Previsão é que as chuvas continuem.
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Em nota, a Prefeitura Crixás informou que a ponte sobre o Córrego Fundo está caída há mais de uma década e que já existe projeto para reconstrução por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Segundo o município, “a obra foi licitada em setembro e aguarda ordem de serviço, com previsão de início após o período chuvoso”.
A gestão municipal afirma ainda que existe uma rota alternativa que dispensa a travessia pela água, mas aumenta a distância.
Ao Mais Goiás, a secretária de Educação, Maria Aparecida Soares Silva, afirmou que “uma reunião sobre o tema está marcada para tarde desta quarta-feira (11) e contará com a participação de outras secretarias e órgãos envolvidos para buscar uma solução”.


