A revista Rolling Stone publicou nesta sexta-feira (5) sua tradicional lista com as 15 melhores séries de televisão do ano. A seleção, assinada pelos críticos David Fear, Maria Fontoura, Claire McNear e Esther Zuckerman, destaca produções que se sobressaíram em meio a um cenário de incertezas no mercado de streaming e TV paga. Os títulos aparecem em ordem alfabética e abrangem diferentes plataformas, gêneros e nacionalidades.
O ranking reconhece trabalhos que combinaram ousadia narrativa, direção estilizada e relevância temática. Entre os destaques estão minisséries britânicas, continuações aguardadas e estreias surpreendentes.
Adolescence domina prêmios e debates
A minissérie britânica Adolescence, da Netflix, chegou sem grande campanha publicitária e rapidamente se tornou o conteúdo mais assistido da plataforma. A produção de quatro episódios, dirigida por Philip Barantini e estrelada por Stephen Graham, acompanha a acusação de assassinato contra um adolescente de 13 anos.
Cada capítulo apresenta a história por perspectivas diferentes, com destaque para o terceiro episódio filmado em plano-sequência. A obra conquistou múltiplos prêmios Emmy 2025 e gerou discussões sobre cultura incel e violência juvenil.
Retornos aguardados cumprem expectativas
Severance, da Apple TV+, voltou após quase três anos e ampliou o universo da Lumon Industries. A segunda temporada aprofundou o drama dos personagens interpretados por Adam Scott e Britt Lower, além de explorar mais os “outies”.
Andor encerrou sua trajetória no Disney+ com temporada final elogiada pela abordagem política. A série de Tony Gilroy recebeu reconhecimento por retratar mecanismos de autoritarismo e resistência.
The Last of Us, no HBO, manteve alto nível técnico mesmo com críticas moderadas em relação à primeira temporada.
Novas apostas surpreendem crítica
Pluribus, criada por Vince Gilligan para a Apple TV+, apresentou Rhea Seehorn como única pessoa imune a uma pandemia de mente coletiva. A produção se destacou pelo suspense psicológico e questionamentos éticos.
The Pitt renovou o gênero médico ao acompanhar um único plantão de 15 horas em hospital de Pittsburgh. O realismo e o elenco liderado por Noah Wyle transformaram a série em sucesso imediato no HBO Max.
🚨The 15 Best TV Shows of 2025
They skewered Hollywood and gave a middle finger to the Man. They hailed everyday heroes and made us feel for bad guys. They reminded us that humans are flawed — but TV loves us anyway. https://t.co/oldBbpP0Jh pic.twitter.com/1JItI3PmZ2
— Rolling Stone (@RollingStone) December 5, 2025
Comédia mantém espaço relevante
The Chair Company, de Tim Robinson na HBO, levou o humor absurdo a novo patamar com investigação obsessiva sobre uma cadeira quebrada. A produção foi descrita como obra-prima do nonsense.
The Studio, no Apple TV+, satirizou o funcionamento atual de Hollywood com Seth Rogen no papel principal. A série equilibrou crítica interna com homenagem ao making-of cinematográfico.
Dying for Sex, no FX, adaptou podcast real sobre mulher com câncer em busca de autoconhecimento sexual. Michelle Williams e Jenny Slate receberam elogios pela abordagem sensível e humorada.
Outros destaques da seleção
- Death By Lightning (Netflix): reconstituição do assassinato do presidente Garfield em 1881
- Dept. Q (Netflix): policiais desajustados resolvendo casos arquivados na Escócia
- Long Story Short (Netflix): animação sobre família judia-americana ao longo de décadas
- Task (HBO): confronto entre ladrão e policial na Pensilvânia
- The Lowdown (FX): jornalista investigativo em Oklahoma interpretado por Ethan Hawke
- The Rehearsal (HBO): Nathan Fielder levou experimentos sociais ao extremo com temática aeronáutica
Consolidação do ranking anual
A lista da Rolling Stone reafirma o papel da crítica especializada na orientação do público em ano marcado por mudanças estruturais na indústria audiovisual. A aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix, anunciada nesta manhã, foi mencionada como exemplo do cenário instável enfrentado pelas produções.
A seleção completa demonstra que, apesar das dificuldades econômicas, criadores mantiveram capacidade de entregar conteúdo original e impactante em 2025.

