Reprise de Rainha da Sucata explode audiência da Globo e consagra elenco lendário dos anos

A reestreia do clássico Rainha da Sucata na TV Globo, na tarde desta segunda-feira (3), conquistou a liderança de audiência e gerou ampla repercussão nas plataformas digitais, com o público enaltecendo a qualidade do time de atores. Escrita por Silvio de Abreu, a trama exibida originalmente em 1990 voltou à faixa Vale a Pena Ver de Novo 35 anos após seu lançamento. A novela, que satiriza o embate entre novos-ricos e a elite decadente paulistana, teve um desempenho promissor logo em seu primeiro capítulo, mantendo o bom desempenho do horário. Os dados prévios de audiência na Grande São Paulo consolidaram a emissora na liderança, sublinhando o potencial de atração de folhetins clássicos.

A repercussão nas redes sociais foi imediata, com milhares de comentários focados principalmente na excelência da escalação. Nomes como Regina Duarte, Glória Menezes e Tony Ramos dominaram as menções.

  • O público destacou a atuação e a química entre os protagonistas.
  • A presença de atores renomados como Fernanda Montenegro e Lima Duarte, mesmo em participações especiais, foi bastante comentada.

Desempenho na audiência reforça o valor do elenco veterano

O primeiro dia da reprise de Rainha da Sucata alcançou uma marca de audiência que garantiu a liderança isolada para a TV Globo no horário da tarde. A média na Grande São Paulo superou a concorrência em mais que o dobro, segundo informações preliminares. Esse resultado inicial sublinha a força da teledramaturgia clássica e a conexão duradoura do público com a obra de Silvio de Abreu.

A novela de 1990 já detinha recordes históricos, tendo atingido picos impressionantes em sua exibição original, com um dos maiores índices de audiência já registrados para uma produção do horário nobre. A aposta na trama para a faixa vespertina em 2025, ano de celebração dos 60 anos da emissora, visava resgatar esse prestígio e a memória afetiva.

Globoplay Novelas
Globoplay Novelas – Foto: Divulgação

Memória e aclamação ao time de estrelas da teledramaturgia

A novela reúne um verdadeiro hall da fama da dramaturgia brasileira, com a presença de veteranos que são símbolos da televisão. Além dos protagonistas, o elenco conta com Glória Menezes, Paulo Gracindo, Aracy Balabanian, Nicette Bruno, Antônio Fagundes, Renata Sorrah e Raul Cortez, entre muitos outros talentos. Muitos destes artistas, infelizmente, já faleceram, tornando a reprise um tributo emocionante ao seu legado.

A excelência artística e a performance de grandes nomes continuam sendo um fator de atração para o público, mesmo 35 anos depois. A trama central, com a ascensão social de Maria do Carmo, a rainha da sucata, e seu embate com a falida socialite Laurinha Figueroa, é sustentada pela intensidade dessas interpretações.

Detalhes da trama e a ascensão de Maria do Carmo

A história se desenrola em São Paulo, contrastando o universo dos “novos-ricos” com a decadente elite paulista. Maria do Carmo, vivida por Regina Duarte, é a empresária do ramo de sucata que, após enriquecer, busca se vingar do debut humilhante que sofreu na juventude, casando-se com Eduardo, interpretado por Tony Ramos.

Maria do Carmo, uma figura forte e batalhadora, representa a nova força econômica emergente. Seu casamento por vingança com Eduardo Albuquerque Figueroa, um playboy falido, coloca-a em rota de colisão com a madrasta dele, a vilã Laurinha Figueroa, vivida por Glória Menezes, obcecada pelo enteado e disposta a tudo para evitar a união.

A novela de 1990 foi notória por adaptar-se rapidamente aos acontecimentos do país, como o confisco da poupança, alterando a narrativa para refletir o contexto econômico da época. A trama soube equilibrar comédia e drama, transformando a rejeição inicial à abordagem mais cômica em sucesso estrondoso com a reformulação e o aprofundamento do drama.

Personagens icônicos e a dinâmica familiar

Diversos papéis secundários, mas cruciais, contribuíram para a riqueza da obra, criando personagens icônicos que se tornaram parte do imaginário popular. Dona Armênia, interpretada por Aracy Balabanian, e seus “filhinhas” se destacaram com um sotaque marcante e tiradas cômicas, garantindo momentos de leveza e se tornando um dos grandes sucessos de Silvio de Abreu.

A família Figueroa, por sua vez, representava a face mais complexa e disfuncional da elite, com tramas de ambição, traição e loucura, culminando em momentos dramáticos intensos no decorrer dos capítulos. A atuação de Glória Menezes como Laurinha é citada como um marco na galeria de vilãs da teledramaturgia.

O sucesso que veio da mescla de comédia e drama

O sucesso de Rainha da Sucata deve-se em grande parte à habilidade do autor em mesclar diferentes gêneros, transitando entre o humor ácido e o melodrama. A inclusão de elementos de sátira social, especialmente na representação das classes ricas, conferiu um frescor à narrativa que, combinada ao drama central, capturou a atenção do telespectador.

Essa fórmula, que envolveu até a colaboração de outro autor renomado para reestruturar a trama no meio da exibição original, provou ser a receita para um sucesso que se mantém relevante décadas depois. A escolha de grandes nomes, muitos deles com experiência no teatro, conferiu a densidade necessária aos personagens.

Estrutura da produção e o impacto na teledramaturgia

A produção de Rainha da Sucata envolveu uma grande estrutura, incluindo uma cidade cenográfica detalhada que reproduzia quarteirões de São Paulo. Elementos visuais, como o Chevrolet de 1958 que servia como mesa no escritório da protagonista, adicionavam um charme único e reforçavam a estética de “luxo” e “sucata” presente no título. O folhetim marcou época por seu ritmo ágil e diálogos incisivos, elementos que se tornaram a marca registrada das novelas de seu autor.

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