Terça-feira, 13 de outubro de 2026
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PF cita caso Lulinha e diz que Mendonça agiu conforme “espectro político”

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PF cita caso Lulinha e diz que Mendonça agiu conforme “espectro político”
Brasil

PF cita: Relatório mencionado por Moraes em decisão compara tratamento dado a Fábio Luís Lula da Silva e ACM Neto, e é usado para sustentar acusação

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
PF cita

Sobre o tema envolvendo PF cita, além disso, A Polícia Federal (PF) citou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao apontar uma possível diferença nos critérios adotados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o espectro político das pessoas envolvidas nas investigações sob sua relatoria.

O trecho consta em relatório da corporação reproduzido em decisão de Alexandre de Moraes enviada nesta quinta-feira (3/9) ao presidente da Corte, Edson Fachin. No ato, o magistrado pediu a inclusão do colega no Inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news”. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a PF cita continuam sendo acompanhados com atenção.

Dessa forma, no documento, a PF compara a situação de Lulinha à do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União). Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de PF cita nos últimos dias.

“Em reunião presencial de 13/8/2026, o relator manifestou percepção de que ACM Neto […] aparentaria estar exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites do permitido”, registra o relatório. Com isso, na sequência, os investigadores afirmam que a situação teria “similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva”, o que “sugere a adoção de standards (padrões) probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”.

A PF, em suma, diz ter identificado situações consideradas semelhantes, mas avaliadas de forma diferente pelo relator.

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No caso de ACM Neto, Mendonça teria entendido que a atuação de representação de interesses aparentava permanecer dentro dos limites legais. O relatório da corporação fala em uma possível “assimetria”, não em um favorecimento definitivo.

Moraes usou esse exemplo para reforçar a acusação de que Mendonça teria perdido a imparcialidade na condução das apurações.

Na própria decisão, o ministro afirma que os fatos reunidos indicariam “quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”. Moraes também acusa o colega de interferir nos trabalhos da PF, participar de tratativas de colaboração premiada e direcionar alvos por razões pessoais e políticas.

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Embate entre Moraes e Mendonça

A ofensiva se dá no auge de um embate entre os dois ministros. O atrito se intensificou depois que Mendonça, relator do caso do Banco Master, determinou à PF que aprofundasse informações sobre uma suposta rede de influência do banqueiro Daniel Vorcaro.

A diligência revelou mensagens e registros relacionados a Moraes. Segundo apuração do Metrópoles, os dois tiveram uma discussão ríspida no gabinete de Mendonça no dia 31 de agosto, que por pouco não chegou às vias de fato.

A legalidade da atuação de Mendonça também virou alvo da Procuradoria-Geral da República. Paulo Gonet sustentou que a ordem que levou ao aprofundamento das informações sobre Moraes seria nula, porque a investigação de um ministro do STF dependeria de autorização do plenário da Corte.

Fachin abriu nesta quinta um procedimento para analisar a controvérsia e deu cinco dias para que Moraes, Mendonça, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Gonet apresentem suas manifestações. Assim, as acusações feitas por Moraes, inclusive a de tratamento político distinto apontada a partir dos relatórios da PF, ainda serão avaliadas no Supremo.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás