Rapper POORSTACY, cujo nome real é Carlito Milfort, faleceu aos 26 anos na manhã de sábado em Boca Raton, na Flórida, após uma emergência médica em um hotel local. O óbito foi confirmado pelo examinador médico do condado de Palm Beach, e a polícia de Boca Raton atendeu ao chamado por volta das 8h no horário local. Autoridades transportaram o artista para um hospital próximo, onde ele foi declarado morto; nenhuma outra pessoa ficou ferida no incidente.
Milfort, originário de Palm Beach, na Flórida, misturava gêneros como emo rap, punk rock e post-punk em sua música. Ele estava hospedado no hotel há cerca de dez dias, acompanhado de uma mulher e uma criança pequena, segundo relatos de funcionários do local. A causa exata da morte permanece sob investigação, com especulações iniciais de fãs apontando para possível suicídio baseadas em comentários em suas redes sociais.
Fãs e colaboradores do artista expressaram luto imediato nas plataformas online. Comentários em postagens recentes de POORSTACY no Instagram destacam o impacto de sua música na vida de muitos ouvintes. A notícia se espalhou rapidamente pela comunidade musical alternativa, gerando tributos de perfis influentes.
- Principais álbuns lançados: The Breakfast Club (2020) e Party at the Cemetery (2021).
- Colaborações notáveis: Três faixas com Travis Barker, incluindo o hit “Choose Life”.
- Indicação ao Grammy: Participação na trilha de Bill & Ted Face the Music.
Início da carreira e influências musicais
Carlito Milfort descobriu a paixão pela música ainda jovem em Palm Beach, onde seu pai o ensinou a tocar vários instrumentos. Ele se inspirou em jogos como Guitar Hero, o que o levou a explorar o rock e o punk desde cedo. Aos 18 anos, assinou com a Internet Money Records, label que impulsionou sua entrada no cenário alternativo.
O primeiro EP, intitulado I Don’t Care, saiu em 2019 e marcou sua fusão de hip-hop com elementos emo. Milfort adotou o nome artístico POORSTACY para refletir sua visão crua da vida urbana e emocional. Ele gravou demos em estúdios caseiros antes de atrair atenção de produtores maiores.
Em entrevistas passadas, o artista mencionou influências de bandas como Bring Me the Horizon e ícones do punk como Tony Hawk’s Pro Skater soundtrack. Essa base o ajudou a construir um som único, com letras sobre lutas pessoais e ritmos pesados. Seus shows iniciais ocorreram em festivais locais na Flórida, atraindo um público fiel.
Parcerias que impulsionaram o reconhecimento
POORSTACY colaborou com Travis Barker em três músicas, começando em 2020. A faixa “Choose Life”, do álbum The Breakfast Club, alcançou streams significativos em plataformas digitais. Barker, baterista do Blink-182, produziu as faixas e elogiou o estilo híbrido do rapper em sessões de estúdio.
Outra parceria chave veio com Oli Sykes, vocalista do Bring Me the Horizon, na música “Knife Party” de 2021. Essa faixa misturou post-hardcore com rap, e o clipe oficial ganhou visualizações rápidas no YouTube. Sykes e Milfort trocavam mensagens frequentes sobre jogos e composição, fortalecendo a conexão criativa.
O artista também trabalhou com Iann Dior em remixes iniciais e Whethan em singles experimentais. Essas associações o colocaram em playlists de curadoria no Spotify, ampliando seu alcance para além da Flórida. Em 2022, ele se apresentou no Riot Fest, em Chicago, dividindo palco com bandas de rock alternativo.
A saída da Internet Money em 2021, por diferenças criativas, levou a um contrato com a 10k Projects. Lá, ele lançou Party at the Cemetery, que explorou temas mais teatrais e sombrios. O álbum incluiu faixas com samples de metal pesado, consolidando sua identidade no gênero.
Lançamentos recentes e atividade criativa
Em julho de 2025, POORSTACY liberou “Nothing Belongs to You”, um single que abordava temas de perda e identidade. A música recebeu elogios por sua produção minimalista e letras introspectivas, com mais de 500 mil streams em poucas semanas. Fãs notaram uma evolução para sons mais eletrônicos nessa fase.
Outubro trouxe a colaboração “Last Time Around” com Paris Shadows, um produtor conhecido por trabalhos com Machine Gun Kelly. A faixa destacou batidas pesadas e vocais processados, alinhando-se à tendência de fusão rock-rap. Milfort promoveu o lançamento em lives curtas no Instagram, interagindo diretamente com o público.
Seu catálogo total inclui dois álbuns de estúdio e dois EPs, além de participações em trilhas sonoras. A indicação ao Grammy veio da faixa no filme Bill & Ted Face the Music, ao lado de Weezer e Lamb of God. Essa conquista elevou seu perfil em premiações de 2021.
Envolvimentos legais e vida pessoal
Em 2023, POORSTACY enfrentou acusações de bateria e negligência infantil, registradas em Palm Beach. O caso foi arquivado meses depois, sem detalhes adicionais divulgados publicamente. O artista continuou sua carreira sem interrupções, focando em turnês e gravações.
Milfort mantinha privacidade sobre sua vida familiar, mas relatos indicam que ele valorizava conexões próximas. Ele frequentemente compartilhava fotos de estúdio com amigos e colaboradores nas redes. Sua última postagem no Instagram data de agosto de 2025, mostrando bastidores de uma sessão em Los Angeles.
Amigos descreveram-no como dedicado à música, com rotinas intensas de composição. Ele participava de comunidades online de fãs de emo e punk, respondendo mensagens pessoais. Essa proximidade gerou lealdade entre ouvintes, que agora deixam mensagens de apoio em suas páginas.
Reações da comunidade musical e fãs
Fãs inundaram as redes sociais com tributos após a confirmação da morte. Perfis no Instagram postaram trechos de músicas como “Choose Life”, destacando como as letras ajudaram em momentos difíceis. Um comentário comum menciona o impacto emocional de sua voz rouca e honesta.
Músicos da cena alternativa, como perfis ligados ao Bring Me the Horizon, compartilharam memórias de colaborações. Um post no X (antigo Twitter) de um fã próximo negou inicialmente a notícia, pedindo privacidade para a família. A hashtag #RIPPOORSTACY ganhou tração global em horas.
Plataformas como TikTok viram vídeos de covers e reações, com usuários recriando trechos de shows ao vivo. O luto se espalha por fóruns de música underground, onde Milfort era visto como inovador. Artistas emergentes citam sua influência em fusões de gêneros.
Para quem enfrenta crises emocionais, linhas de apoio estão disponíveis nos EUA pelo 988, ou equivalentes locais em outros países. A notícia reforça discussões sobre saúde mental na indústria musical, com chamadas por mais recursos.


