Terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Proposta na Câmara busca implantar assentamentos produtivos em áreas periurbanas para fortalecer abastecimento local

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Proposta na Câmara busca implantar assentamentos produtivos em áreas periurbanas para fortalecer abastecimento local

Sobre o tema envolvendo na Câmara, Foto: Programa tem foco na produção familiar de alimentos em imóveis rurais de áreas de transição entre campo e cidade – Foto: Leonardo Henrique e Valmir Fernandes/Fotos Públicas Crédito: Leonardo Henrique e Valmir Fernandes/Fotos Públicas

Além disso, um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados visa estabelecer um programa nacional para a criação de assentamentos produtivos em regiões de transição entre o campo e as cidades. Dessa forma, A iniciativa, batizada de Programa Nacional de Assentamentos Produtivos Periurbanos e Semirrurais (PNPAS), busca fomentar a agricultura familiar e garantir o abastecimento de alimentos frescos para os centros urbanos, preenchendo uma lacuna na legislação atual. Com isso, O texto, de autoria dos deputados João Daniel (PT-SE), Marcon (PT-RS) e Valmir Assunção (PT-BA), está sob análise parlamentar.

A proposição surge como uma resposta à crescente pressão imobiliária e à ocupação desordenada de áreas próximas às cidades, que, apesar de possuírem condições ideais para a produção de alimentos de ciclo curto, carecem de instrumentos públicos adequados para direcionar esse desenvolvimento de forma sustentável. Nesse sentido, ao instituir o PNPAS, os parlamentares esperam criar bases legais para um modelo de assentamento que integre a produção rural à demanda urbana, otimizando a logística e fortalecendo os mercados locais. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a na Câmara continuam sendo acompanhados com atenção.

No mesmo tema: Governo amplia Minha Casa Minha Vida Rural: mais de 4 mil novas moradias para áreas rurais Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de na Câmara nos últimos dias.

Na Câmara: Objetivos e público-alvo do novo programa

Portanto, O Programa Nacional de Assentamentos Produtivos Periurbanos e Semirrurais tem como meta principal aproximar a produção de alimentos dos mercados consumidores, visando reduzir custos logísticos e impulsionar a economia local. Em seguida, A ideia é que esses assentamentos contribuam diretamente para o fortalecimento de feiras livres, mercados municipais e programas governamentais de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), garantindo uma oferta contínua de produtos frescos e saudáveis. Especialistas destacam que novas atualizações sobre na Câmara devem surgir em breve.

De acordo com as apurações, A seleção dos beneficiários do PNPAS será pautada por critérios objetivos, que incluem prioridade social, perfil produtivo e capacidade de permanência nas áreas destinadas. O programa é direcionado a diversos grupos em situação de vulnerabilidade ou com acesso limitado à terra, buscando promover a inclusão social e econômica através da produção agrícola. São eles:

  • Famílias em situação de vulnerabilidade social;
  • Agricultores sem terra ou com acesso insuficiente a ela;
  • Trabalhadores rurais;
  • Mulheres chefes de família;
  • Jovens com perfil produtivo.

Implantação e segurança jurídica dos lotes

A implantação dos assentamentos prevista no Projeto de Lei 1448/26 exige uma série de estudos técnicos preliminares para assegurar a viabilidade e a sustentabilidade de cada projeto. Antes de qualquer assentamento, será necessário um estudo técnico territorial, um diagnóstico socioeconômico da demanda local e uma avaliação detalhada da viabilidade produtiva. Além disso, análises de compatibilidade ambiental são mandatórias, e, quando pertinente, será solicitada a manifestação do município sobre a compatibilidade urbanística da área.

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A dimensão dos lotes será definida por um projeto técnico específico, com flexibilidade para permitir áreas inferiores a um hectare, desde que estudos comprovem a viabilidade econômica, ambiental e produtiva. Contudo, o texto é explícito ao proibir qualquer dimensionamento que possa inviabilizar a subsistência produtiva das famílias ou que favoreça a especulação imobiliária.

O acesso aos lotes poderá ser concedido por meio de concessão ou cessão de uso, e os instrumentos de titulação incluirão cláusulas de segurança. Estas cláusulas visam evitar desvios de finalidade, estabelecendo um prazo mínimo de permanência, vedando a alienação irregular e prevendo a possibilidade de reversão da área ao poder público em caso de descumprimento dos objetivos sociais e produtivos.

Sustentabilidade ambiental e monitoramento contínuo

A sustentabilidade ambiental é um pilar central do PNPAS, exigindo que todos os projetos observem rigorosamente a legislação ambiental vigente. A proposta prioriza a recuperação de áreas degradadas que sejam compatíveis com o uso produtivo, a proteção de áreas ambientalmente sensíveis e a implementação de práticas de manejo racional da água e do solo. É expressamente vedada a implantação de assentamentos em áreas onde a ocupação sustentável seja juridicamente proibida ou tecnicamente inviável, reforçando o compromisso com a preservação dos recursos naturais.

Para assegurar a efetividade e a transparência do programa, o projeto de lei prevê a criação de um sistema de monitoramento e avaliação contínua do PNPAS. Este sistema acompanhará diversos indicadores cruciais, como a permanência das famílias nos lotes, o volume da produção agroalimentar, a geração de renda, a inserção dos produtores em mercados locais e em programas de compras públicas, a sustentabilidade ambiental das práticas adotadas e a regularidade da destinação das áreas.

A proposta, que já teve sua urgência aprovada, pode ser analisada diretamente pelo Plenário da Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado Federal, onde também precisará de aprovação para se tornar lei.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás