A medida faz parte de uma ofensiva contra as grandes empresas de tecnologia que vai além do que já foi adotado em outros países.
As mudanças abrangentes “devolverão a infância às crianças”, disse Starmer a jornalistas, ao detalhar medidas contra Snapchat, TikTok, Instagram e outras plataformas, além de sites de jogos que permitem o contato de estranhos com menores.
“Para mim, está claro que uma proibição total é a escolha certa”, afirmou.

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“Isso fará uma enorme diferença, tornará nossos filhos mais seguros, mais felizes, lhes dará mais tempo, mais segurança, mais liberdade para crescer e mais oportunidades.”
O Reino Unido irá além da Austrália — primeiro país a proibir redes sociais para crianças — ao incluir controles sobre plataformas de jogos e avaliar medidas como limites de uso noturno e restrições à rolagem infinita para menores de 18 anos.
YouTube, Facebook e X serão incluídos, informou o governo. Serviços de mensagens como WhatsApp e Signal, no entanto, ficarão de fora.
Starmer afirmou que o país também adotará “bloqueios de padrão mundial” em transmissões ao vivo e no contato entre estranhos e crianças.
“Existe alguma situação no mundo offline em que você deixaria seu filho se aproximar de um estranho, um adulto sobre o qual não sabe absolutamente nada?”, questionou.
Enquanto pais e políticos apoiam a proposta, psicólogos e pesquisadores afirmam que não há evidências de que a medida funcione.
Um grupo de crianças em idade escolar em Londres também disse à Reuters ter uma relação conflituosa com a tecnologia.
A proibição pode entrar em vigor na próxima primavera do hemisfério norte, segundo Starmer, com base nos poderes já existentes e em novas regulamentações previstas para o fim do ano.
O Reino Unido vem endurecendo sua abordagem em relação às empresas de tecnologia, pressionando-as a adaptar seus algoritmos e, mais recentemente, a impedir que crianças compartilhem imagens de nudez produzidas em celulares.


