A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, compareceu nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, ao Comitê Judiciário do Senado para uma audiência de supervisão do Departamento de Justiça. Democratas pressionaram Bondi sobre acusações contra o ex-diretor do FBI James Comey e o manuseio dos arquivos de Jeffrey Epstein. A sessão destacou controvérsias no segundo mandato de Donald Trump, incluindo envios da Guarda Nacional a cidades americanas.
Bondi evitou responder a várias perguntas, citando privilégio executivo e casos pendentes. Senadores como Richard Blumenthal e Dick Durbin criticaram sua postura como evasiva e combativa. A audiência ocorre em meio a alegações de uso político do Departamento de Justiça.
O depoimento reflete tensões entre o Executivo e o Legislativo sobre a independência judicial.
Críticas de democratas à condução de Bondi
Senadores democratas classificaram o depoimento de Bondi como um dos mais desafiadores em anos. Richard Blumenthal exibiu fotos de Bondi com Trump e acusou-a de atacar em vez de responder. Ele defendeu reformas para proteger contra o uso político da Justiça.
Chris Coons relatou que Bondi acusou colegas de questionar sua integridade de forma inédita. Os democratas pediram maior transparência em investigações sensíveis.
Tópicos evitados durante a oitiva
Bondi recusou-se a discutir diversos assuntos levantados pelos senadores. Aqui estão os principais pontos de evasão:
- Acusação de James Comey: Não comentou conversas com Trump ou demissões de advogados do DOJ.
- Arquivos de Epstein: Desviou perguntas sobre a “lista de clientes” e relações de Trump com o financista.
- Envios da Guarda Nacional: Invocou privilégio para não revelar diálogos com a Casa Branca.
- Investigação de Tom Homan: Afirmou que não houve irregularidades, sem detalhes sobre a suposta propina.
Esses desvios geraram interrupções e trocas acaloradas.
Acusação contra Comey e defesas de Bondi
A procuradora-geral defendeu a acusação contra James Comey, indiciado por suposta mentira ao Congresso em 2020. Bondi destacou que o grande júri atuou no Distrito Leste da Virgínia, descrito por ela como liberal. Ela evitou detalhes sobre promotores de carreira ou renúncias forçadas.
Amy Klobuchar questionou remoções de funcionários, mas Bondi citou decisões de pessoal sem elaborar. A defesa incluiu críticas ao FBI anterior por supostas investigações secretas contra republicanos.
O caso de Comey surge após anos de tensões entre Trump e o ex-diretor.
Conflitos sobre a Guarda Nacional em cidades
Dick Durbin confrontou Bondi sobre o envio de tropas da Guarda Nacional a Chicago, contra a vontade do governador local. Ele questionou a base legal e consultas à Casa Branca. Bondi rebateu, dizendo que o presidente atuaria para proteger cidadãos.
Bondi mencionou que o procurador-geral adjunto e o diretor do FBI também se deslocariam à cidade. Durbin chamou o envio de ilegal e criticou comentários de Trump sobre “inimigos internos”.
A medida faz parte de operações contra crime e imigração em locais como Washington e Portland.
Manuseio dos arquivos de Epstein
O Departamento de Justiça divulgou documentos sobre Jeffrey Epstein em julho, afirmando ausência de “lista de clientes”. Bondi negou arquivos adicionais públicos, citando proteção a vítimas. Legisladores republicanos, como Thomas Massie, pressionam por versões não editadas.
Bondi questionou democratas sobre recusas prévias à divulgação de registros de voos. Ela rebateu alegações de ocultação, focando em ações passadas sob Merrick Garland.
Democratas ligaram o caso a conexões de Trump com Epstein, mas Bondi desviou para associações de senadores.
Repressão ao crime e imigração federal
O Departamento de Justiça participa de operações em cidades com altos índices de criminalidade. Agentes federais aumentaram prisões e apreensões de armas em Chicago e Memphis. Essas ações ocorrem junto a fiscalizações de imigração.
Bondi relatou progressos, mas enfrenta oposição de prefeitos democratas. A mobilização da Guarda Nacional é contestada na Justiça. O foco inclui deportações e combate a cartéis.
Sentença polêmica no caso Kavanaugh
Pam Bondi e Ted Cruz criticaram a sentença de oito anos a Sophie Roske, que planejou matar o juiz Brett Kavanaugh em 2022. O DOJ apelará, alegando leniência de 22 anos abaixo das diretrizes. Eles apontaram viés relacionado à identidade transgênero de Roske.
O juiz considerou preocupações com cuidados de gênero na prisão. Roske se entregou à polícia com arma e ferramentas de arrombamento. A decisão gerou debates sobre equidade em sentenças federais.


