Príncipe William e a princesa Kate Middleton decidiram não participar do tradicional almoço de Natal da família real britânica, agendado para o Palácio de Sandringham, em Norfolk. A ausência ocorre em meio a divergências internas na monarquia, principalmente relacionadas ao tratamento dado ao príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. O colunista Rob Shuter, em sua newsletter Shuter Scoop, revelou a informação com base em fontes próximas à corte, destacando que o casal cumprirá apenas obrigações públicas, como a missa natalina, mas evitará o momento privado.
Essa escolha reflete um padrão recente na dinâmica familiar. Em 2024, William e Kate também optaram por uma celebração reservada em sua residência em Windsor, com a presença da família Middleton. Para 2025, a decisão ganha contornos mais evidentes, em um ano marcado por disputas sobre a sucessão e o papel de membros afastados da realeza.
O contexto envolve o príncipe Andrew, que perdeu títulos militares e o uso de “Sua Alteza Real” após escândalos ligados a Jeffrey Epstein. Apesar disso, ele mantém acesso a recursos da coroa e agora reside em Sandringham, com custos arcados pelo rei Charles.
- Principais motivos citados: Desacordos sobre o rompimento com Andrew e visões distintas para o futuro da monarquia.
- Impacto na agenda: Presença confirmada na missa de 25 de dezembro, às 11h locais em Norfolk, seguida de retorno imediato a Windsor.
- Precedentes: Ausência similar em 2024, com ceia caseira e fotos compartilhadas nas redes oficiais.
Divergências sobre o príncipe Andrew
O príncipe Andrew, Duque de York, ocupa posição central nas tensões atuais. Acusado em ações judiciais por associações com Epstein, ele se retirou de deveres públicos em 2019. No entanto, o rei Charles III permitiu que ele se mudasse para Sandringham em novembro de 2025, usando fundos pessoais para cobrir despesas. William, como herdeiro direto, pressionou por um afastamento total, segundo relatos de fontes internas.
Essa posição contrasta com a abordagem de Charles, que prioriza a discrição familiar. O colunista Shuter descreveu 2025 como um período “extremamente difícil” para o casal, com discussões recorrentes sobre o equilíbrio entre tradição e renovação na monarquia. Andrew, agora com residência fixa em Norfolk, participará do almoço natalino, o que reforça o atrito.
A mudança de Andrew para Sandringham ocorreu após negociações que duraram meses. Ele deixou a Royal Lodge em Windsor em outubro de 2025, após anos de controvérsias financeiras e de reputação.

Tradição natalina em Sandringham
O Palácio de Sandringham abriga o almoço de Natal desde o século XIX, uma rotina estabelecida pela rainha Vitória. O evento reúne cerca de 30 membros da família para uma refeição formal, com peru orgânico produzido na propriedade e discursos do monarca. Em 2025, o rei Charles presidirá a celebração em 25 de dezembro, às 13h locais, sem alterações no protocolo.
William e Kate, pais do príncipe George, da princesa Charlotte e do príncipe Louis, priorizam uma rotina mais íntima. Eles planejam retornar a Adelaide Cottage, em Windsor, após a missa, para uma ceia com os Middleton. Essa opção permite foco nas crianças, que frequentam a Lambrook School em Berkshire.
A tradição de Sandringham inclui caminhadas públicas e aparições na igreja de St. Mary Magdalene. Apesar da ausência do casal, o evento prosseguirá com a rainha Camilla, o príncipe Edward e outros parentes.
O local, adquirido em 1862, simboliza estabilidade monárquica. Reformas recentes, como painéis solares instalados em 2024, modernizam a propriedade de 20 mil acres.
Agenda pública do casal em dezembro
William e Kate mantêm compromissos oficiais ao longo do mês. No dia 20 de dezembro, eles visitaram um centro de caridade em Londres, focando em apoio a famílias vulneráveis. A missa natalina permanece inalterada, com saída prevista às 10h45 locais de Anmer Hall para a igreja.
Fontes indicam que o casal usará as redes sociais para compartilhar momentos familiares, possivelmente incluindo fotos da ceia privada. Essa estratégia visa manter a conexão com o público sem expor disputas internas.
Em novembro de 2025, Kate concluiu tratamentos médicos e retomou agendas leves, como eventos em escolas. William, por sua vez, liderou iniciativas ambientais em Norfolk.
Posição do rei Charles na sucessão
O rei Charles III, diagnosticado com câncer em fevereiro de 2025, gerencia transições graduais. Ele nomeou William como conselheiro de Estado em abril, ampliando responsabilidades do filho. No entanto, visões divergentes sobre Andrew criam fricções, com Charles defendendo laços familiares moderados.
A linha sucessória coloca William em primeiro, seguido por George. Charles planeja visitas a Commonwealth em 2026, delegando mais deveres ao herdeiro. Assessores reais enfatizam unidade, apesar de relatos de “momento gélido”.
Em discursos recentes, Charles destacou valores de serviço público. Sua agenda inclui audiências semanais com o primeiro-ministro, Keir Starmer, em Buckingham Palace.
A coroa britânica, com patrimônio estimado em 28 bilhões de libras, enfrenta escrutínio público sobre finanças e escândalos.
Contexto histórico das celebrações reais
As festas de Natal da família Windsor evoluíram de rituais vitorianos para eventos midiáticos. Em 1936, o rei Eduardo VIII abdicou, alterando dinâmicas familiares semelhantes às atuais. Sandringham sediou 50 Natais consecutivos da rainha Elizabeth II, até 2021.
Em 2025, o almoço ocorrerá sem Harry e Meghan, exilados na Califórnia desde 2020. A ausência de William e Kate marca a segunda consecutiva, sinalizando mudanças na tradição.
Historiadores notam que disputas sucessórias, como as de Henrique VIII, moldaram a monarquia. Hoje, pesquisas de opinião mostram 62% de apoio à instituição, segundo instituto YouGov em novembro de 2025.
O evento de 25 de dezembro incluirá transmissão televisiva da mensagem do rei às 15h locais.
Implicações para a monarquia em 2026
A decisão de William e Kate pode influenciar percepções públicas. Analistas observam que o casal, com aprovação de 75% em pesquisas recentes, representa renovação. Charles, aos 77 anos, foca em legado ambiental, com investimentos de 100 milhões de libras em conservação.
A família real gerencia 15 residências, incluindo Balmoral. Reformas propostas por William incluem redução de gastos, estimados em 102 milhões de libras anuais pela Sovereign Grant.
Em janeiro de 2026, uma cúpula em Windsor discutirá sucessão, com participação de conselheiros. A ausência natalina não altera deveres constitucionais.

