Chuvas – Foto: iiievgeniy/ Istockphoto.com
O avanço de uma frente fria em conjunto com uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai provoca forte instabilidade em diversas regiões do território nacional. A combinação de fatores resulta em um cenário de contraste climático, com risco de temporais severos no centro-sul, enquanto o Norte e o Nordeste mantêm o predomínio de calor e chuvas isoladas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ativou o alerta laranja, de perigo, para condições meteorológicas adversas em, ao menos, quatro estados, incluindo São Paulo e Paraná. Este aviso sinaliza a possibilidade de chuvas com volumes expressivos, que podem variar entre 30 e 60 milímetros por hora, ou alcançar até 100 milímetros por dia em pontos específicos, elevando o risco de transtornos significativos.
- As áreas sob alerta laranja incluem o oeste de Santa Catarina, regiões do Paraná, parte do interior e oeste de São Paulo e o sul do Mato Grosso do Sul.
- Os ventos intensos previstos para as áreas de maior perigo podem atingir velocidades entre 60 km/h e 100 km/h, acompanhados de risco de queda de granizo.
Regiões sob perigo e risco de alagamentos
A condição de perigo é particularmente crítica no Mato Grosso do Sul, onde as previsões indicam a possibilidade de acumulados de chuva superiores a 100 milímetros até o fim de semana. Este volume elevado coloca em atenção especial o oeste do estado, próximo à fronteira com o Paraguai, com a capital Campo Grande podendo registrar entre 40 mm e 70 mm no mesmo período.
As chuvas mais volumosas e persistentes se concentram em Mato Grosso do Sul e no oeste de São Paulo. Meteorologistas alertam que a instabilidade deve se manter ao longo dos próximos dias, com pancadas fortes e frequentes, o que demanda monitoramento contínuo por parte das autoridades de Defesa Civil e da população.
No estado de São Paulo, o maior risco de chuva forte se localiza no oeste e noroeste, com a capital paulista enfrentando o sol entre nuvens pela manhã e a possibilidade de pancadas isoladas no período da tarde, onde as temperaturas máximas devem chegar a 30°C.
Instabilidade atinge o sul e se expande pelo centro-oeste
No Sul, o tempo segue instável, principalmente no norte do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina e Paraná, com potencial para pancadas fortes e temporais ao longo do dia, reforçando o alerta laranja para a região paranaense. A instabilidade é gerada pelo posicionamento da frente fria na costa e pela circulação de ventos em níveis médios da atmosfera.
A combinação de fatores meteorológicos gera condições para fenômenos severos, como queda de granizo e rajadas de vento que podem causar danos estruturais e interrupção no fornecimento de energia elétrica. No restante do Rio Grande do Sul e no interior de Santa Catarina, o tempo firme começa a predominar, com as temperaturas em elevação.
Situação no sudeste e áreas de calor
Enquanto isso, a maior parte do Sudeste, incluindo as cidades do Rio de Janeiro e Espírito Santo, apresenta tempo firme, com sol e temperaturas elevadas. O calor intenso, no entanto, eleva a sensação térmica, sendo um fator de atenção para a saúde, especialmente para grupos mais vulneráveis, em contrapartida ao risco de temporais em outras áreas da mesma região.
As instabilidades no Sudeste se concentram em pontos do interior, próximos ao Triângulo Mineiro e ao oeste de São Paulo, onde os temporais podem ocorrer de forma mais localizada. Na capital mineira, Belo Horizonte, a máxima prevista é de 30°C, com tempo firme na maior parte do dia.
Previsão para as regiões norte e nordeste
No Norte do país, as instabilidades aumentam, com pancadas de chuva que se formam desde cedo em áreas do Amazonas, Acre, Rondônia e oeste do Pará, intensificando-se ao longo da tarde. O clima continua abafado e as temperaturas permanecem altas em toda a região.
O Nordeste exibe contrastes, com risco de chuva forte na faixa litorânea sul da Bahia, entre Ilhéus e Salvador. No interior, o cenário é de tempo firme e seco, com baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente no sertão do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, demandando atenção para a hidratação e riscos de incêndios.

