Com os presos, a polícia encontrou uma granada M67, armas de fogo, celulares e o veículo usado no atentado
Drone usado no atentado foi adaptado para transportar granada de uso militar (Divulgação PCGO)
Uma granada M67, armas, celulares e um veículo foram apreendidos, nesta segunda-feira (2/2), durante a prisão de três investigados por coordenar o atentado com drones e explosivos contra empresário de Itaberaí. A operação Cobrança Final, da Polícia Civil, cumpriu seis mandados judiciais contra o trio, suspeito de integrar uma organização criminosa especializada em extorsões e cobranças forçadas mediante ameaças e violência extrema.
Segundo a corporação, o explosivo apreendido na segunda é do mesmo modelo utilizado no ataque registrado em 17 de janeiro. Os suspeitos, que operavam os drones usados no atentado, foram identificados após análises técnicas e diligências realizadas simultaneamente em Goiás e no Mato Grosso.
Durante a operação, realizada simultaneamente nos dois estados, outros materiais também foram apreendidos e agora passam por análise pericial. O objetivo é identificar possíveis mandantes, financiadores e demais integrantes da organização criminosa.

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No dia do fato, diante do alto poder destrutivo dos explosivos, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) de Goiânia foi acionado para realizar a detonação controlada no local. A partir daí, a Polícia Civil passou a atuar com inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones, o que permitiu avançar na identificação dos operadores e dos responsáveis pelo ataque.

A Polícia Civil informou que novas fases da investigação não estão descartadas.
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